30 de maio de 2007

Cine Art News - Edição 3

Cine Art News - Edição 3

O novo filme de Woody Allen está pronto. Agora só falta encontrar uma distribuidora que esteja disponível, o que não está sendo uma tarefa fácil. O problema é que Cassandra’s Dream parece ser um filme mais sério, como Match Point e nos Estados Unidos, Allen não arrecada tanta bilheteria, mesmo com os tantos elogios que recebe quando lança uma obra mais pensada. Mesmo assim, a data de estréia americana está confirmada para 5 de outubro. Só espero que ele consiga distribuidor até lá.

Mais algumas imagens de Dark Night saíram numa matéria em que o diretor Chris Nolan disse que vai rodar as principais cenas de ação no formato IMAX. Segundo ele, provoca uma experiência muito mais interessante para o público. Nesse formato, as telas de cinema são muito maiores que as convencionais e ainda há poucas salas no mundo com exibição dessa maneira. Em uma das cenas rodadas em IMAX, Nolan citou que o surgimento do Coringa deveria ser o mais grandioso possível, por isso vai filmar dessa maneira. Mas o que interessa agora são as poucas imagens que vão se acumulando do filme. Primeiro, aquela imagem incrível do Coringa, agora, algo que parecem ser os capangas do vilão. Nolan parece ter uma visão muito bizarra para esse filme... E isso foi um elogio!

Em entrevista dada no site oficial da Fórmula 1, George Lucas afirmou que Indiana Jones 4 começará suas filmagens ainda essa semana. Uma notícia que até certo ponto me entristece ao mesmo tempo em que me intriga. As aventuras do arqueólogo feitas nos anos 80 superam qualquer filme do gênero, acho difícil, muito difícil, o Spielberg conseguir fazer algo no mesmo nível. Mas por outro lado, vai ser divertido ver Harrison Ford quase trinta anos mais velho com o chapéu e o chicote em suas aventuras. No mínimo, a diversão é garantida.



Rapidinhas

Um dos filmes comerciais mais esperados do ano é Transformers. Apesar de ser do Michel Bay, vai gerando uma expectativa nostálgica. Vários trailers e fotos vêm saindo na internet e vale a pena dar uma conferida.

Outro escritor de quadrinhos vai virar diretor. Nail Gaiman pretende levar às telas, ainda esse ano, a comic book Morte: O Preço da Vida.

O Festival de Cannes premiou nesse domingo o filme romeno 4 meses, 3 semanas e 2 dias. O filme estava sendo cotado como favorito desde o dia que passou, portanto, não foi nenhuma surpresa. O filme trata do aborto no período final do comunismo na Romênia.

28 de maio de 2007

Maria

Maria



Mary, EUA/ITA/FRA, 2005. DE Abel Ferrara. COM Juliette Binoche, Forest Whitaker, Matthew Modine. 83 min. DRAMA.

Maria passou em meados de 2006 em algumas mostras (foi a época que eu assisti) e agora foi lançado comercialmente nos cinemas brasileiros. Eu nem deveria comentar sobre esse ele pois, só vi naquela ocasião, e com certeza, muito da essência se perdeu com o tempo. Mas como aqui no meu estado é bem capaz de não chegar, então, acho que vale a pena dissertar pelo menos algumas impressões que tive do filme, mesmo que vagas. O filme questiona as possibilidades de encontrar fé num mundo turbulento e confuso, onde as pessoas não conseguem enxergar, e a grande maioria nem tenta, um salvador, uma entidade maior. O público é assim também, age como os personagens, por isso o filme pode chocar o espectador mais perspicaz. Os indivíduos buscam alguma mensagem, algo maior, faz o que querem, mas buscam redenção, não dão nada em troca, apenas procuram. A personagem de Binoche entendeu isso muito bem e após interpretar um filme que trata da vida de Jesus, larga mão de todo materialismo e parte por uma busca mais centrada, um objetivo que sabe exatamente o que quer e o que fazer para encontrar, enquanto os outros continuam seus questionamentos em vão. A mensagem, na verdade, não é complexa, apesar de ser bastante sutil, diferente de alguns filmes de Ferrara que fazem um discurso mais explícito como Vício Frenético. Maria, além de acrescentar um pouco mais na lista de idiossincrasias, se assimila a filmes mais visuais e pessoais do diretor como Blackout e New Rose Hotel, que definem o pensamento do cineasta, cuja importância para o cinema contemporâneo é revelada em cada película.

por ronald
ao som de whatever happened to corey hain, the thrills

27 de maio de 2007

death proof

Death Proof – Quentin Tarantino



É surpreendente como Tarantino se aprofundou no espírito do projeto Grindhouse, não apenas na essência, mas na forma visceral que reside nas imagens criadas em Death Proof, e o mais interessante é que não deixa de ter o estilo próprio do diretor. É um filme que possui a marca registrada de Quentin Tarantino, cuja força se concentra nos diálogos, abordando os mais diversos assuntos como homens, sexo, violência, drogas e bebidas, tudo de um ponto de vista feminino absurdo, já que o filme é protagonizado por belas garotas (mais uma vez, o poder feminino vira destaque num filme de Tarantino), mas claro, vai agradar também aos machões de plantão, apesar de ressaltar novamente, como fiz em Planeta Terror, que faltou a ousadia de mostrar uns peitos e bundas no filme, ainda mais em Death Proof que é recheado de belezocas. O filme, que é dividido em duas partes, em cada uma delas mostra um grupo de moças conversando tranquilamente enquanto são observadas por pelo misterioso Stuntman Jack, personagem vivido por Kurt Russel que é uma das coisas mais impressionantes do ano. Há muito tempo o ator não criava uma persona tão marcante, tão a vontade. Tarantino fez uma escolha perfeita. E se o diretor de Pulp Fiction é o mestre em prender a atenção do público construindo e filmando diálogos, ele demonstra total domínio também nas cenas de ação com elementos de terror com uma perseguição de carros frenética e angustiante que reverencia classicos do cinema explotation como Faster Pussycat Kill, Kill!, Vanish Point e muitos outros. Escolhido para disputar oficialmente no festival de Cannes deste ano com uns 40 min a mais do que a versão de Grindhouse, cuja esse cinéfilo que vos escreve conferiu, Death Proof já se configura como um dos melhores filmes de 2007.

por ronald
ao som de black mirror, arcade fire

25 de maio de 2007

Grindhouse - Planeta Terror

Grindhouse

Grindhouse: Double Feature, EUA, 2007. DE Robert Rodriguez e Quentin Tarantino. COM Rose McGowan, Kurt Russell e Bruce Willis, Quentin Tarantino, Rosario Dawson, Michael Biehn. 191 min. TERROR/AÇÃO.

Bom, não ia escrever sobre Grindhouse agora porque ainda está meio longe de estrear aqui no Brasil, mas como já tive a oportunidade de ver com meus próprios olhos que um dia a terra há de comer e o meu companheiro de blog disse pra eu “mandar brasa na resenha”, então, cá estou. Grindhouse eram as salas de cinemas onde passavam os filmes B, explotations, produções baratas e sensacionalistas que apelavam pro sexo e violência nos anos 60 e 70. Os diretores Quentin Tarantino e Robert Rodriguez, fãs de carteirinha e freqüentadores assíduos desse sub-gênero cinematográfico resolveram criar um projeto que homenagearia o cinema grindhouse. Cada um dirigiu um filme de pouco mais de uma hora de duração, com todos os elementos possíveis das fitas homenageadas, com direito às cenas fora de foco e pedaços de rolo de filme faltando, como era de praxe nas sessões da época. Fora isso, alguns diretores foram convidados para dirigir trailers falsos, dando mais veracidade à brincadeira. Vou dividir as resenhas em duas. A primeira, Planeta Terror, segue abaixo. Death Proof e os pseudos trailers, semana que vem...

Planeta Terror - Robert Rodriguez



Não se trata de um zombie movie apenas. A trama é mais complexa que normalmente criam para esse segmento. Existem muitos personagens bem definidos e cada um com suas histórias paralelas que acabam se juntando com o mesmo objetivo: matar qualquer morto vivo sedento de sangue que apareça na frente, que é prato cheio nas mão de um diretor como Robert Rodriguez. Os zumbis de Planeta Terror não aparecem do nada como nos filmes de George Romero, por exemplo. Há toda uma história pensada para o surgimentos de tais criaturas. Mas não é por isso que deva ser levado a sério, Planeta Terror é uma brincadeira do cineasta que nos diverte do início ao fim com muita ação repleta de tiroteiros e explosões, zumbis morrendo e matando aos montes, bastante sangreira. Só faltou mulher pelada pra ficar perfeito. Infelizmente, apesar da diversão garantida que o filme proporciona, é visível que Rodriguez não pegou o espírito grindhouse de filmar. Uma das características desse subgênero é o baixo orçamento e nota-se que ele gastou mais da metade do orçamento total de Grindhouse em comparação com o filme de Tarantino. O exagero das cenas de ação e violência, que são muito bem vindas, perdem um pouco a força pelo também exagerado uso de comutação gráfica. A ausência de uns peitos e bundas também marca a falta de ousadia de ambos os diretores (Death Proof também sofre desse mal) em levar o cinema grindhouse ao limite. Nisso, Rodriguez passou longe. Mesmo assim, seu Planeta Terror não deixa de ser uma fiel homenagem aos filmes de zumbis dos anos 80, além de ser um dos melhores do gênero zombie movie realizado nos últimos anos.

por ronald
ao som de positive tension, bloc party

23 de maio de 2007

Cine Art News - Edição 2

Cine Art News – Edição 2

É incrível a primeira imagem que saiu do ator Heath Ledger caracterizado de Coringa para a próxima aventura do Homem Morcego, The Dark Knight. Diferente do vilão interpretado por Jack Nicholson no final dos anos 80, dirigido por Tim Burton, o Coringa de Chistopher Nolan é mais grotesco e visceral e parece ser uma boa oportunidade de Ledger fazer um personagem diferente de tudo que já fez. O filme tem data de estréia prevista para Julho do ano que vêm.

Não sei bem se é a coisa certa a se fazer, mas estão planejando fazer uma releitura do clássico do horror Suspiria do italiano Dario Argento. O filme já foi comentado aqui no blog (ver arquivos mês de Janeiro, acho...) e é um dos melhores filmes do diretor. Quem está por trás da provável besteira é Luca Guadagnino, dono da empresa que comprou os direitos do filme, e segundo ele “A produção tem um estilo único, capaz de se reinventar para as próximas gerações. Esperamos criar um conceito que englobe o cinema , videogames, moda e música”. Sei não...



Outra produção que eu não estou muito a favor é Ensaio Sobre a Cegueira, filme baseado no maravilhoso livro de José Saramago. Mas o curioso é que quem está na direção é justamente o Fernando Meirelles e até agora dois atores de peso estão confirmados: Daniel Craig e Julianne Moore. A razão de não ser a favor é que o livro contém passagens que certamente o roteiro vai fugir pra deixar o filme mais leve. Ou será que vão ter a coragem de filmar ceguinhas violentadas sexualmente pelos cegos mais espertos da forma explicita que o livro narra?




Rapidinhas

Al Pacino e Robert de Niro atuando juntos de novo em Righteous Kill. A ultima vez que isso aconteceu o resultado foi arrebatador em Fogo contra Fogo.

Alguém já viu o novo trailer do novo Rambo? O que é aquilo? John Rambo em Cannibal Holocausto?

O próximo projeto de Robert Rodriguez vai ser a refilmagem da ficção cientifica psicodélica Barbarella. Ai, ai, outra refilmagem....

Nicholas Cage como Al Capone, Gerard Butler como Malone. E vai se formando o elenco de Os Intocáveis: Capone Rising, de Brian de Palma.

E já que falamos de Dario Argento, aguardamos ansiosos seu novo filme, Mother of Tears. Várias fotos assombrosas vêm circulando pela net, entre elas, algumas com a Ásia Argento, filha do diretor que está no elenco do filme. Uhu!

Na ultima segunda feira, o cinema perdeu um dos maiores diretores do cinema de horror italiano, Bruno Mattei. Ele não era muito conhecido pelo grande publico, mas quem conhece sabe a falta que vai fazer... humpf!

21 de maio de 2007

Lady Vingança

Lady Vingança



Chinjeolhan geumjassi, Coréia do Sul, 2005. DE Chan-wook Park. COM Yeong-ae Lee, Min-sik Choi e Tony Barry. 112 min. DRAMA.

Depois de dois anos de espera, chega aos cinema brasileiros o derradeiro filme da trilogia da vingança realizado pelo sul coreano Chan Wook Park. Em Lady Vingança, o diretor optou por uma protagonista, ou seja, um papel feminino, se contrapondo aos outros dois filmes que eram estrelados por personagens masculinos. Mas essa não é razão do filme ser o mais fraquinho dos três. Como dizem por aí, a vingança é um prato que se come frio, no caso de Lady Vingança, come-se gelado, muito gelado, de tão devagar. Apesar da história ser muito bem pensada, como os seus precedentes, o ritmo dado a esse aqui, chega a ser insuportável de tão lento. Não que eu não goste do cinema com a narrativa lenta, contemplativa (Sou fã de Tarkovski e Angelopoulos, quer mais lento que isso?), mas chega um determinado momento que Lady Vingança pede pra ser mais objetivo, frenético, violento e impactante também, e infelizmente o diretor segura a tensão pra não soltar quando deveria. Quanto a estética, o desfecho da trilogia é visualmente brilhante, o mais trabalhado, bonito. E é por isso que ainda vale um ingresso para ser visto numa telona.

por ronald
ao som de hamburg song, keane

17 de maio de 2007

Dias Selvagens

Dias Selvagens



A Feiz Zheng Chuan, Hong Kong, 1991. DE Wong Kar-wai. COM Maggie Cheung, Leslie Cheung e Andy Lau. 94 min. Pandora Filmes. DRAMA.

Levando em consideração o sucesso de 2046 - mais recente filme de Kar-wai - faz todo sentido a descoberta, ainda que tardia, de Dias Selvagens, segundo longa do diretor chinês, e que aportou oficialmente em terras tupiniquins em janeiro desse ano. Na época do lançamento, as expectativas em Hong Kong sobre a fita eram enormes, dada a bem -sucedida estréia do diretor com As Tears Go By, de 88 - um filme de gângster. O longa foi um fracasso. Curiosamente as razões do insucesso - o ritmo peculiar e a maneira de intercalar histórias sem relação narrativa direta - foram as características que viriam a fazer de Kar-wai o grande nome do circuito internacional que é hoje. De fato, Dias Selvagens pode ser visto como um pequeno tratado precoce dos temas e formatos narrativos que Kar-wai usaria posteriormente em seus filmes. Se por um lado nos é possível visualizar ali as várias narrativas que se cruzam, é também facilmente reconhecível o estilo que se tornou marca registrada do cineasta: o trabalho fantástico com cores básicas que saltam aos olhos, a filmagem em planos de estética contruídos de forma única e arrojada, e a nostalgia que emana tanto do trabalho de direção de arte e figurinos, quanto da trilha sonora com clássicos dos anos 50.

As histórias de amores de Dias Selvagens giram em torno de Yuddy (o polêmico e talentoso Leslie Cheung, que se suicidou em 2003), um playboy misógino e auto-centrado. São protagonistas delas: a inocente Su Lizhen (Maggie Cheung), balconista de um estádio , e a temperamental Mimi (Lau), dançarina de cabaré. Mimi crê piamente ser a única mulher capaz de domar o espírito de Yuddy, que acaba de sair dum relacionamento frustrado com Su - que por sua vez ainda tenta se recuperar do "tombo". Em contrapartida, Mimi não parece que irá se sair melhor, especialmente quando Yuddy descobre não ser filho de quem ele pensava ser, e do fato de sua mãe adotiva se recusar a divulgar o nome da verdadeira. Yuddy - com seu comportamento frente às mulheres justificado por ter sido criado por uma prostituta -, perde seu centro, sua estrutura, e agora orbita sozinho em torno desse pólo invisível, novo. Sua obsessão acaba se tornando sua mãe – como Su Lizhen torna-se a obsessão do policial Tide (Lau) e Mimi, a obsessão de Zeb (Jacky Cheung), único amigo de Yuddy.

O mais importante, no entanto, é a presença quase que sufocante do tema 'amor não realizado' - e aí talvez Dias Selvagens seja o longa mais radical do diretor. Nenhuma das histórias que o filme conta (numa estrutura que chega a lembrar Quadrilha, de Drummond, com um personagem que ama outro que ama outro...) parece jamais caminhar pruma possibilidade minimamente realizável de relação amorosa. Mas do que um pessímismo, o que vemos no cinema de Kar-wai é uma, digamos, idealização (inclusive estética) desse sofrimento por amor, algo que aproxima seus filmes de um ideal romântico do século 19, como se a maior expressão de nobreza permitida ao ser humano fosse sofrer pelo sentimento irrealizado. O cinema de Kar-wai é, antes de qualquer coisa, uma luta (embora perdida) contra a passagem do tempo, e não por acaso essas são as duas obsessões dos personagens em Dias Selvagens: capturar o sentimento de um momento específico e lutar para não ser esquecido pelo outro. "Prefiro ser odiada a ser esquecida", fala uma personagem. Com essa fita, definitivamente, Kar-wai carimbou o visto de lembrança vitalícia de sua obra na história do cinema. Imperdível.

por felipe
ao som de love or confusion, jimi hendrix.

16 de maio de 2007

cineart news 01

Cine Art News - Edição 1

Alguém se lembra do famoso desenho animado Tintin? Pois então, no centenário de Herge, o criador do personagen, dois dos diretores mais poderosos de Hollywood, Steven Spielberg e Peter Jackson, se juntaram para adaptar à telona as aventuras do jovem repórter que viaja pelo mundo com seu cachorro Milu e outros companheiros. No projeto, os diretores planejam fazer uma trilogia em animação usando a técnica de captura de movimentos, como em O Expresso Polar. Um filme será dirigido por Spielberg e outro por Peter Jackson, o terceiro ainda não existe diretor definido, mas bem que eu gostaria de ver o George Lucas voltando a ativa como diretor em algo que não seja Star Wars. Seria, no mínimo, curioso.


Após se tornar um diretor cult com Jogos Trapaças e Dois Canos Fumegantes e Snatch, Porcos e Diamantes, e receber críticas negativas no péssimo Destino Insólito e Revolver (que eu não vi), Guy Ritchie anuncia seu novo filme: RocknRolla. A boa noticia é que o marido da Madonna volta ao tema que o consagrou. O filme abordará o mundo do crime, bandidos atrapalhados, chefões das drogas, gangsters russos, políticos corruptos, garotas sexy’s e tudo mais! Vou ver se consigo assistir Revolver (parece que possui o mesmo tema, mas ainda é inédito no Brasil) o mais rápido possível pra poder comentar aqui no blog e saber porque o filme foi tão mal falado.

Várias fotos vêm saindo da releitura de Halloween dirigido pelo Rob Zombie. O filme de 1978 de John Carperter é um verdadeiro clássico do horror e praticamente o primeiro slasher americano. Por mais que Zombie seja um diretor talentoso, como pode ser visto em Devil’s Rejected, acho que seu Halloween não vai conseguir se igualar ao original. Mas a esperança é que seja um filme divertido com uma boa dose de violência regada a muito sangue, porque isso, o cineasta sabe fazer e muito bem.



Rapidinhas

As filmagens do novo filme de Lars Von Trier, The Antchrist, o primeiro terror na carreira do diretor, foi adiado porque ele está com depressão. Humpf!

Nicholas Cage vai ser o jovem Al Capone no filme de Brian de Palma que retrata a ascensão do poderoso gangster.

Eli Roth ficou tão animado com o negócio de trailers falsos, já que fez um para Grindhouse, que decidiu fazer um filme inteiro com vários trailers falsos. Que beleza!

10 de maio de 2007

Homem Aranha 3

Homem-Aranha 3



Spider Man 3
, EUA, 2007. DE Sam Raimi. COM Tobey Maguire, Kirsten Dunst, James Franco, Thomas Haden Church, Toper Grace, Bryce Dallas Howard. 156 min. Columbia. AÇÃO.

O que querem que eu diga sobre Homem-Aranha 3, sem pestanejar, acerca do prazer que o espectador terá assistindo ao novo filme de franquia milionária de Sam Raimi? Talvez o óbvio: é o mais fodástico dos três. Sam Raimi já deixou claro em entrevistas que pouco importa o quanto vá lhe custar, ou quais serão os efeitos especiais de última geração que irão rolar - o que lhe interessa de fato é o personagem. E isso começou a tomar forma a partir de uma incógnita: o que Peter Parker, aka Homem-Aranha, pode ou ainda precisa aprender? Daí surgiu essa história em que ele, confrontando-se com seu arquinêmesis, Venom, precisa combater o lado sombrio de sua personalidade. O cinema de ação tem explorado ultimamente o lado negro da força - basta lembrar a transformação de Anakin Skywalker em Darth Vader. No terceiro Homem-Aranha, Peter/Aranha é dominado pelo simbionte Venom, substitui seu costumeiro traje vermelho e azul por outro preto (e magnífico!) e passa a ser governado pelo seu próprio, digamos, lado negro. Mas o lado negro não triunfa. Se na primeira fita do ‘Cabeça de Teia’, Sam Raimi contou a história do herói adolescente, na terceira filma sua transformação em herói ético. Existem, como sempre, diferenças em relação aos quadrinhos que poderão despertar polêmica, principalmente nos mais puristas. Gwen Stacy, primeiro amor de Peter, resurge na pele de Bryce Dallas Howard, para formar o triângulo com Mary Jane e o herói. Quem saca os quadrinhos, sabe bem que Gwen foi morta por Norman Osborn, pai de Harry, e que, portanto, não deveria estar ali. Mas ela só reforça a construção da ambivalência do herói em crise.

Existem duas grandes discussões em Homem-Aranha 3 - a paternidade e o perdão. Peter e Harry são órfãos. O primeiro teve seu pai substituto no tio. O segundo vai agora encontrar o dele, que o ajudará a esclarecer o mal-entendido que alimenta seu ódio e o desejo de vingança. Peter, dominado por Venom, vai descobrir o verdadeiro assassino do tio e tentará vingar-se, apesar do que lhe diz a tia - "o Homem-Aranha não mata e não cabe a ele dizer quem deve viver". A grande atração do filme, sem dúvida, é a quantidade de vilões, incluindo Flint Marko, que vira o Homem de Areia. Tudo o que ele faz é por amor à filha, para protegê-la. "Ele erra, mas quem não erra?", pergunta-se o Homem-Aranha. E Mary Jane acrescenta - "todos precisam de ajuda, até o Homem-Aranha".

O final parece corroborar uma quarta aventura, muito embora tudo o que Sam Raimi vinha querendo dizer se conclui aqui. O filme sobre paternidade e perdão é sobre amizade e sacrifício. O espectador vibra com a ação, com os efeitos perfeitos, com as referências aos musicais... Mas leve um lenço, caso aquela lágrima (ou o famoso 'cisco no olho', se preferir) resolva derrepente cair do seu olho esquerdo. (;

por felipe
ao som de fluorescent adolescent, arctic monkeys.

6 de maio de 2007

Exilados

Exilados



Fong juk, Hong Kong, 2006. DE Johnny To. COM Anthony Wong Chau-Sang,Francis Ng, Josie Ho, Nick Cheung. 110 min. AÇÂO.

Agora seria a hora de entrar uma resenha da terceira aventura do Homem Aranha como todos os blogues vêm fazendo. Mas infelizmente, ainda não pude conferir. A vida continua, por isso, segue uma dica preciosa. Um dos melhores filmes do ano até agora. Exilados é uma síntese de várias vertentes cinematográficas que se apoiam em elementos que de tão clichê, beiram ao sublime. Assim como Kill Bill, de Quentin Tarantino, Exilados contém referencias das mais variantes. A mais marcante é forte influencia de Sergio Leone em Johnnie To. Logo no início percebe-se isso pelos elementos e planos que reverenciam o famoso diretor italiano. Outra influencia que vale destacar é do americano Sam Peckinpah, famoso por transformar a violência visual em verdadeiros espetáculos poéticos, e isso To soube utilizar. A violencia é constante e os espaços são muito bem aproveitados pelos enquadramentos, além do uso da câmera lenta nas cenas de ação. Exilados trata de amizade, confiança, lealdade e dilemas ao contar a história de um grupo de amigos mafiosos que tem a missão de matar um deles. Por um milagre das distribuidoras brasileiras, esse filme chega no Brasil em DVD. Agora só falta lançarem também Eleição e Eleição 2, filmes obrigatórios para entrar no mundo de Johnnie To..

por ronald,
ao som de i'd rather dance with you, kings of convenience

3 de maio de 2007

Um Convidado Bem Trapalhão

Um Convidado Bem Trapalhão



The Party, EUA, 1968. DE Blake Edwards. COM Peter Sellers, Claudine Longet. 99 min. FOX. COMÉDIA.

Para uma comédia ficar nos anais, ela não deve ser apenas engraçada. O que faz um filme genial é a sua capacidade de resistir ao tempo - como é o caso de Um Convidado Bem Trapalhão, único trabalho da dupla Blake Edwards-Peter Sellers fora da popular série A Pantera Cor-de-Rosa. Passados 39 anos do lançamento da fita, é impossível não se divertir com os olhos arregalados e o rosto inocente de Seller, interpretando Hrundi V. Bakshi - um azarado ator indiano que sempre deixa um rastro de destruição por onde quer que passe. Depois de acidentalmente arruinar a produção de um filme, ele é convidado por engano para uma festança de um figurão do estúdio. Claro que o jeitão "bicho grilo" dos cenários e figurinos pode até ter envelhecido um pouco, mas quem se importa? O que vale é o humor ingênuo e as situações absurdas em que o pobre coitado se mete. A produção de Um Convidado Bem Trapalhão foi bastante curiosa. Edwards, por exemplo, decidiu filmar tudo em ordem seqüêncial com direito a muita improvisação. Filme mais que obrigatório!

por felipe

1 de maio de 2007

filmes de abril

Filmes de Abril

Filme do Mês: A Besta Deve Morrer (1969), de Claude Chabrol
Mico do Mês: Totalmente Kubrick (2005), de Brian W. Cook

A lista completa de todos os filmes que vi no mês de Abril, com revisões em negrito:

Lady Snowblood (1973), de Toshiya Fujita
A Bruma Assassina (1980), de John Carpenter
Malpertuis (1971), de Harry Kümel
Sei Donne per L’assassino (1964), de Mario Bava
300 (2007), de Zack Snyder
Macunaíma (1969) de Joaquim Pedro de Andrade
Totalmente Kubrick (2005), de Brian W. Cook
O Incrível Exército de Brancaleone (1966) de Mario Monicelli
Brancaleone nas Cruzadas (1970), de Mario Monicelli
Terror na Ópera (1987), de Dario Argento
O Crocodilo (2006), de Nanni Moretti
O Terceiro Tiro (1955), de Alfred Hitchcock
A Besta Deve Morrer (1969), de Claude Chabrol
Violência Gratuita (1997), de Michael Haneke