30 de outubro de 2007

stalker

Stalker (1979), de Andrei tarkovsky



Baseado na novela de Ficção Científica Picnic à beira da Estrada dos irmãos Arkady e Boris Strugatsky, Stalker é uma das obras primas de Andrei Tarkovsky. Depois que um meteorito cai na terra, começa-se a acreditar que a região afetada, conhecida como A Zona, realiza os desejos de seus visitantes. Tomando consciência de tal fato, as autoridades cercam o local isolando-o. Sempre vigiado com um forte esquema de segurança, só é possível penetrar de forma ilegal e com um guia especial. Esses guias são conhecidos como Stalker. Um destes é encabido de levar um escritor e um professor até A Zona. O filme não possui os elementos de uma ficção científica comum, como em Solaris, do mesmo diretor. Aqui, toda a jornada dos três errantes é elevada para um contexto espiritual. O filme é brilhantemente conduzido com a lentidão característica do cineasta russo que aproveita de cada quadro para transformar em poesia visual. Seus longos planos revelam uma composição estética das mais complexas e artísticas. Stalker é puramente visual e cinematográfico. Não é um filme fácil também. Mas os poucos que apreciam reconhecem sua grandeza.

por ronald

25 de outubro de 2007


Já que Martin Scorsese abandonou a idéia de realizar Frank Machine e voltar a antiga parceria com Robert de Niro, outro excelente diretor foi chamado para o seu lugar. Tudo indica que Michael Mann fará o filme e voltará a trabalhar com de Niro. Os dois fizeram Fogo Contra Fogo, um dos melhores filmes de ação/policial americano dos ultimos 20 anos. Na minha opinião, o caso Frank Machine e a falta do Scorsese está muito bem resolvida...

22 de outubro de 2007

Spike Jonze, o genial diretor de video clipes americano, completou 38 ano de idade. Jonze possui dois filmes em seu currículo e prepara um novo para o ano que vem. Como todo mundo conhece seus filmes, esbocei algumas palavras apenas para não passar batido e realizar essa pequena homenagem ao diretor...


Quero ser John Malkovich: Um titereiro frustrado procura emprego e acaba conseguindo trabalho num escritório onde encontra uma portinha que transporta as pessoas direto pra cabeça do ator John Malkovich! Ufa! Essa bizarrice é a premissa dessa obra cujo roteiro é assinado pelo genial Charlie Kaufman e dirigido primorosamente por Spike Jonze. O filme levanta questões filosóficas da vida humana com muito bom humor, originalidade e um toque de surrealismo delirante.

Adaptação: Nicholas Cage faz um papel duplo vivendo irmãos gêmeos nessa outra estranheza novamente dirigida por Jonze e escrita por Kauffman. Aliás, o roteirista escreve uma história baseada em um momento de sua própria vida, num período que passou por uma crise criativa. O resultado é esse brilhante filme que ainda conta no elenco Meryl Streep e Chris Cooper, que abocanhou o Oscar pela sua atuação.

21 de outubro de 2007

Este promete...


15 de outubro de 2007

Cine Art News – Edição nº 5

Martin Scorsese está definindo qual vai ser seu próximo trabalho. Infelizmente, parece que ele não vai mais realizar Frankie Machine, que seria o retorno de Robert de Niro sob o comando do diretor desde Cassino. A adaptação do livro The Wolf of Wall Street deverá ser seu próximo filme, e conta no elenco sua atual parceria com o Leonardo diCaprio. A história se passa nos anos 90, e é sobre um corretor de fundo que fica preso por negar em ajudar na investigação de um caso de fraude em Wall Street. Scorsese é um dos meus diretores preferidos do cinema americano atual, e é claro que confio que saia um bom filme, mas a parceria com o de Niro seria demais...


Agora a merda está completa. Já não bastava tentar levar às telas uma refilmagem do clássico cult Fuga de Nova York, uma pérola da ficção científica oitentista dirigido pelo mestre John Carpenter e com Kurt Russel imortalizando Snake Plinskens, um dos personagens mais legais do cinema de gênero. Agora, a notícia que eu li essa semana no blog Viver e Morrer no Cinema é que quem assumirá a direção é justamente o Brett Retner, um dos diretores mais capacitados em fazer porcarias em Hollywood.



Michael Mann prepara um novo filme e corre rumores que voltará a trabalhar com Will Smith. Os dois fizeram junto o Ali, sobre a vida do boxeador Cassius Clay. Um bom filme, mas menor, na minha opinião, dentro da filmografia de Mann, que já realizou verdadeiras obras primas como Fogo Contra Fogo e Dragão Vermelho (primeira versão, lógico), só pra citar dois exemplos. Parece que o personagem de Smith é um magnata dos meios de comunicação. Vamos aguardar mais notícias pra ver o que sai...

Mais um filme levanta as sobrancelhas dos produtores de Hollywood. O filme em questão é hitman, baseado num jogo de vídeo game, que eu nunca joguei, não sei nem do que se trata direito, a não ser que há um assassino que passa a ser caçado por outros assassinos. O fato é que os produtores do filme não gostaram das cenas de violência do filme. O filme sendo bom ou ruim, esse tipo de notícia me deixa cada vez ais frustrado com Hollywood já que a questão gira em torno de dinheiro. O problema não é a violência, mas sim, quantas pessoas vão deixar de pagar pelo filme por ele ser violento. Daí o filme sofre cortes, censura, etc, só pra poder abranger mais publico e mais dinheiro... ah que saudades do anos 70! E olha que eu nasci em 83... Outro filme que recentemente teve que passar por uma série de corte foi o novo do Tim Burton, Sweeney Todd, onde Johnny Depp faz um barbeiro que corta pescoços. Como eles querem que uma história dessa seja feita sem sangue?

13 de outubro de 2007

Hair

Hair (1979), de Milos Forman



Guerra do Vietnã, preconceito, repressão, sexo livre, drogas, liberdade de expressão, a década de 60, a contra-cultura, elementos que já foram abordados em inúmeros filmes, peças de teatro, músicas e afins. Mas poucos filmes, pelo menos que eu tenha assistido, retrata o movimento hippie e/em sua época com tanto sentimento e carisma como Hair. Embora a obra tenha sido feita em uma época onde o movimento hippie já havia perdido suas forças, Milos Forman faz questão de mostrar o modo de vida, os pensamentos e a cultura de um grupo de hippies que ficam amigos de um rapaz que veio do interior para se apresentar ao exército e partir para o Vietnã. O filme é um musical baseado numa peça da Broadway de mesmo nome, e conta com músicas maravilhosas, com letras que falam desde paz e amor até sobre beleza dos homens brancos e morenos. Com personagens cativantes e um eleco que encarna e entende o espírito e a essência do movimento hippie. Obra master de Milos Forman que merece ser assistida o maior número de vezes possível, conta com um final inesperado e surpreendente e que dá o tom de perfeição ao filme. Obrigatório para qualquer colecionador e cinéfilo.

por Monsenhor



E pra relaxar, um desabafo da Sessão Carrancuda - Edição nº 3...


Terrível! Simplesmente terrível! Gostaria que as pessoas que assistiram esse filme e gostaram de verdade comentassem aqui. O filme, realmente é terrível. Pra quem não viu, conta a historia de um cara pobre e desempregado que arrumou trabalho e pra trabalhar precisava de uma bicicleta, ele vende as coisas da casa pra comprar a bicicleta que lhe é roubada, assim sem dinheiro, emprego e bicicleta ele vai a rua com seu filho atrás da bicicleta, e pronto, não é mais nada alem disso. Procuram, perguntam, correm atrás, conversam, mas nada alem disso podem fazer, no final da historia não acham nem bicicleta e nem tem resposta se o cara conseguiu alguma coisa na vida ou morre de fome, simplesmente acaba o filme. TERRÍVEL! Sem ação ou emoções o filme começa a ficar repetitivo e monótono, sem mais o que fazer, o filme começa de um jeito e termina do mesmo, o típico filme que você assiste e diz para você mesmo: pronto assisti, agora nunca mais!

por Romulo, o Carranca

9 de outubro de 2007

O Franco Atirador

Bom, já que comentaram sobre isso, voltam as estrelinhas...

O Franco Atirador (1978), de Michael Cimino





Revendo O Franco Atirador, a sensação é de que parece ter melhorado. É um trabalho muito enxuto, não há excessos, apesar dos 183 minutos de duração e de uma longa seqüência de festa de casamento no início digna de um Luchino Visconti. O tom do filme muda completamente no Vietnã. Há a impressionante seqüência envolvendo uma aposta de roleta russa onde Robert de Niro e Christopher Walken fazem um trabalho de atuação hiper-realista. Depois é o retorno pra casa, mudanças, traumas de guerra, o ar de melancolia pairando no ar pelos efeitos Vietnã. É impossível tirar os olhos da tela com a bela fotografia de Vilmos Zsigmond, a trilha sonora de Stanley Myers, a direção premiada de Michael Cimino e todos os detalhes que o torna num desses tratamentos cada vez mais poderosos em cada revisão.

por ronald

6 de outubro de 2007

Alguns Filmes...

Tô cansado de colocar estrelinhas, firulinhas e aquelas coisinhas bonitinhas que o Felipe gostava. Como ele já não escreve há tempos, o negócio é simplificar! Segue aí dois filmes que valem a pena comentar de uma maneira mais informal... e boa leitura!


Os Anjos Exterminadores: Quando realizou Coisas Secretas em 2005, o diretor Jean Claude Brisseau não imaginava a repercussão negativa que atingiria pessoalmente sua vida ao colocar suas atrizes em cenas explícitas de masturbação e sexo. Agora, ele resolveu transformar em ficção toda a polêmica história que rolou durante as audiências e testes com as atrizes até aos fatos que degringola em acontecimentos absurdos de violência física e psicológica. Os Anjos Exterminadores também traz cenas de masturbação feminina explícita e o estilo autoral de Brisseau ao conduzir toda essa gama de situação afrodisíaca torna tudo mais interessante, ainda mais quando a história transcende para o plano espiritual na personagem de um anjo que acompanha o protagonista na sua busca de captar o prazer feminino e testar os limites que existe entre a arte e o íntimo do ser humano.


Império do Sonho: O novo trabalho de David Lynch é ainda mais hermético que Estrada Perdida e Cidades dos Sonhos (seus filmes mais “complicados”, digamos assim...). Inland Empire é uma experiência cinematográfica ímpar e transcendental que transporta o espectador num estado alucinógeno com belas e chocantes imagens desenvolvidas por Lynch. Em A Estrada Perdida e Cidade dos Sonhos, o diretor estruturava uma narrativa sem preocupações em dar sentido ao todo, mas sempre se apoiava num gênero cinematográfico que servia de base para prender a atenção. No caso de Cidade dos Sonhos, a compreensão total é possível após algumas revisões e reflexões, definindo o que é sonho e o que é realidade, e a ordem cronológica que Lynch embaralha nos 20 minutos finais. Em Império dos Sonhos, o diretor se aproveita do formato digital e traça uma narrativa desamarrada de qualquer detalhe que poderia auxiliar o espectador na busca da compreensão desestruturando espaço-tempo-sonho-realidade-alucinações-etc... O filme é um delírio, uma jornada de imagens oníricas que, obviamente, tentar compreender estragaria por completo, uma vez que, senti-lo, captar sua essência através de suas imagens, é muito mais prazeroso e necessário.
por ronald

1 de outubro de 2007

Filmes de Setembro

Filmes de Setembro

Lista completa de todos os filmes que vi no mês de Setembro, com revisões em negrito:

Re-Animator (1985), de Stuart Gordon ****
Vacancy (2007), de Nimród Antal *
Creepshow (1982), de George Romero ***
Crepúsculo dos Deuses (1950), de Billy Wilder *****
Viver e Morrer em Los Angeles (1985), de Willian Friedkin ****
O Grito (2004), de Takashi Shimizu ***
Água Negra (2005), Walter Salles *
THX 1138 (1971), de George Lucas ****
A Sereia do Mississipi (1969), de François Truffaut ****
Zathura ***
Tropa de Elite (2007), de José Padilha ****
A Montanha Sagrada (1973), de Alejandro Jodorowski *****
No silêncio da Noite (1951), de Nicholas Ray *****
Doze Homens e Uma Sentença (1957), de Sidney Lumet ****
O Sétimo Selo (1957), de Ingmar Bergman *****
Rabid Dogs, aka Cani arrabbiati (1974), de Mario Bava ****
Ti Piace Hitchcock (2005), de Dario Argento ***
Os Anjos Exterminadores (2006), de Jean Claude Brisseau ****
Inland Empire (2006), de David Lynch ****
O Diabo Veste Prada (2006), de David Frankel**
O Circo (1928), de Charles Chaplin *****
Luzes da Ribalta (1952), de Charles Chaplin *****