
Michelangelo Antonioni

Por Ronald




Fugindo um pouco do cinema oriental, decidi assistir a Abismo do Medo, que vem sendo muito elogiado pela crítica especializada e considerado um dos melhores do gênero no ano. Neil Marshall se mostra, acima de tudo, um diretor criativo, mesmo com limitações. Uma de suas principais características como diretor, é o retorno à velha guarda do cinema de terror. É o gosto pela experimentação e pelo uso de artifícios já usados em filmes mais antigos. A lembrança de filmes clássicos do terror, da década de 80 principalmente, é uma característica sempre presente e sempre bem executada. Seja na trama do filme - como em Dog Soldiers, onde soldados enfrentam lobisomens - ou mesmo na violência estilizada, usando elementos exagerados, como sangue que jorra desenfreadamente de uma feridinha qualquer. O diretor também tem aprendido a usar um artifício muito famoso hoje em dia, conhecido como "cinema extremo", onde o que tiver de mostrar é jogado na tela sem a menor preocupação se o expectador vai sair correndo do cinema vomitando ou chorando de medo. The Descent traz tudo isso e mostra a que o diretor veio. Por Monsenhor

ronald, editor-chefe cine art


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A Terra está para ser invadido por alienigenas e só uma pessoa é capaz de salvar o planeta. Com uma premissa bem "Sessão da Tarde" e infantil, Save The Green Planet surpreende a cada minuto do início ao fim. É um filme bem, digamos, subversivo (termo que nosso amigo Ronald gosta de usar) e diferente de tudo o que já vi no cinema. Por Monsenhor
E como hoje, o diretor americano Brian de Palma comemora seus 66 anos, segue um Top 10 do cara segundo a opinião deste cinéfilo medíocre que vos escreve:Por Ronald


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Simpático filme do sul coreano Kim Ki Duk, que trata de uma história de amor possessiva entre um velho e uma menina de 16 anos que vivem isolados em um barco. O velho acredita que ao completar 17 anos, a moça se tornará sua esposa, e por tanto, alimenta esse amor através do tempo com bastante destreza. Porém há uma certa incomunicabilidade entre os dois. Na verdade, Kim Ki Duk é um dos diretores que ainda hoje carrega algumas características do cinema mudo, repelindo qualquer diálogo entre os personagens centrais.Por Ronald











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Pra quem começou a carreira de longas como diretor de um pornô, Ferrara está muito religioso pro meu gosto. Não que o tema seja um problema, mas a forma que o diretor aborda, deixa a impressão de um filme cansativo, apesar de alguns momentos esporádicos de contemplação, ou de performance muito bem conduzida por Ferrara e executada pelos protagonistas. Nem mesmo a virtuosidade do seu estilo conceitual e único de filmar, que funcionou tão bem em filmes como Blackout, por exemplo, é capaz de livrar Mary de um filme que não possui nenhum avanço em relação ao progresso de construção de uma linguagem própria do diretor. Mas é um filme que vale a pena conferir, principalmente para os fãs de Ferrara.
Por Ronald