Na programação do canal Cinemax está passando essa preciosidade do diretor italiano Michele Soavi. O filme narra o drama de um ex-guerrilheiro que atuava na américa e, de volta a Itália, tenta se ajustar, mas acaba sempre entrando em situações desconfortáveis devido ao espírito marcado pela violência do passado. Soavi é um diretor experiente cuja carreira iniciou-se na década de 80 realizando filmes de terror elogiados pelos apreciadores do gênero e apesar de não possuir uma vasta filmografia, seus trabalhos possuem um apuro visual interessante. Arrivederci Amore, Ciao é o seu retorno ao cinema depois de quase 10 anos trabalhando na TV. Ainda surpreende seu estilo nada convencional aplicado ao roteiro insólito de Marco Colli. É mais um outro achado do cinema italiano, seguindo o exemplo do post anterior.
31 de março de 2008
29 de março de 2008
O Novo Mundo (2006) Emanuele Crialese
Um pequeno achado do novo cinema italiano: Emanuele Crialese, diretor felliniano e muito talentoso. O Novo Mundo é um delírio visual, repleto de sacadas estéticas simétricas e geométricas. As seqüências iniciais são de uma imensa beleza natural, um verdadeiro mosaico de pedras onde os personagens se deslocam até tomarem a decisão de ir para a América. Depois, o filme ganha o humor que dá uma certa leveza ao ritmo que busca imprimir o processo, quase documental, da viagem de imigrantes para a América, mas sempre sustentado pelo excelente padrão visual. Além de Nanni Moretti e poucos outros, Crialese é um dos diretores que ajuda a carregar o atual cinema italiano nas costas. 28 de março de 2008
O Raio Verde (1986), de Eric Rohmer
Se cada ser humano consiste em um conjunto de características que formam uma personalidade única, então cada filme de Eric Rohmer, por mais que tenha uma estética homogênea, pode ser considerado único, tendo em vista que seus filmes são estudos de personalidade e comportamento humano. No caso de O Raio Verde, o foco é Delphine, uma moça desajustada, insatisfeita e sensível. Em suas férias ela viaja, não consegue se relacionar com as pessoas, volta à Paris, sente-se sozinha, viaja novamente e se decepciona com todos a sua volta. Fica sempre à espera de algo que preencha um vazio que ela tenta esconder, mas que todos percebem. A certa altura, ela ouve falar do Raio Verde de Julio Verne, que trata sobre o ultimo raio de luz lançado pelo sol ao se por no horizonte. A pessoa que conseguisse observar o fenômeno seria capaz de ver os pensamentos e sentimentos das pessoas a seu redor. É um belo filme, delicado e muito bem encenado com um tom de improviso. Os diálogos parecem que não foram escritos, mas simplesmente filmados. Os planos de Rohmer são simples e captam o essencial, inclusive no desfecho seco quando o filme revela a que veio e finalmente Delphine se depara com seu destino.
26 de março de 2008
La Terza Madre (2007), de Dario Argento
É bem verdade que deveriam proibir o uso de computação gráfica nas mãos de diretores como Dario Argento, mas até que ele soube não decepcionar aqueles que, desde Ópera, esperam uma obra marcante. Não que seus filmes dos anos 90 sejam ruins (Trauma é muito bom), ou os ótimos trabalhos feitos para televisão, mas é fato que o diretor não obteve os mesmos resultados que suas produções dos anos 70 e 80. La Terza Madre fecha a Trilogia das Bruxas com estilo e um elevado nível de violência explícita que fará a alegria dos fãs do cineasta. Sem contar a bela presença de Asia Argento. O enredo é bem simples, mas supre muito bem a necessidade de ser um veículo para que o diretor demonstre forte potencial como realizador de imagens impactantes.
24 de março de 2008
Alguns filmes do feriado...
Youth Without Youth (2007), de Francis Ford Coppola: Coppola é um artista e este seu ultimo trabalho é um surpreendente exercício visual. O problema está no material que escolhe e no objetivo de sempre ser épico e pretencioso. Há 10 anos sem filmar, o veterano cineasta entrega uma obra desigual, bagunçada que se perde depois da primeira hora e se arrasta sem propósito até o desfecho com elementos à David Lynch. Coppola precisa entender que a simplicidade da primeira hora é muito mais interessante que a busca pretensiosa do restante. Mas quem sabe daqui alguns anos vire cult como várias outras obras incompreendidas do diretor como O Fundo do Coração?
The Mist (2007), de Frank Darabont: Ótima adaptação de uma história de Stephen King, cujo resultado é uma obra realmente funcional no campo do gênero que se propõe. É um típico clássico filme de monstro, mas levado à inesperadas consequências pessimistas, principalmente para o protagonista que se deixa levar pelo irracional desumano um pouco antes de perceber que foi tudo em vão. Marcia Gay Harden e toda a questão fanática-religiosa é uma sacada muito bem aproveitada. E a direção de Darabont entrosa muito bem a atmosfera de terror com o estudo humano em contato com situações extremas.
21 de março de 2008
Sukiyaki Western Django (2007), de Takashi Miike
Diretor subversivo, Miike nos dá mais um de seus filmes bizarros. Homenageando os velhos Westerns-Spaghettis italianos, o cineasta, dentro de uma dialética de referencias cinematográficas, coloca japoneses cowboys de chapéus e cavalos, falando em inglês, empunhando revólveres e espadas samurais, em seqüências de ação administradas em ritmo de alta potencia. Uma reificação do espírito dos filmes de bang bang, mediante uma visão oriental que poucos diretores teriam (Johnnie To é um deles). E Quentin Tarantino em presença física é um elemento muito bem sacado.
Por
Ronald Perrone
19 de março de 2008
Novo Allen e horror espanhol
Cassandra’s Dreams (2007), de Woody Allen: Este novo trabalho de Allen é um de seus filmes mais desiguais. Pode não atingir ainda o mesmo nível de outrora, mas é uma eficiente e seca parábola que explica até que ponto a lealdade familiar pode chegar. Ainda em Londres e assimilando uma atmosfera dramática como nunca, o diretor impõe-se em determinadas passagens como um mestre lúcido em um contexto ausente do humor que o consagrou. E Collin Farrell, de ator mediano, já disputa com competência atuando ao lado de Tom Wilkinson e Ewan McGregor, cujos desempenhos sempre são coesos.
O Orfanato (2007), de Juan Antonio Bayona: O horror espanhol invadiu o cinema com uma explosão assustadora. O Orfanato é uma dessas fitas que corrobora a hegemonia criativa de uma estética atual com um entrecho que vai muito além de apontar referencias cinematográficas dos clássicos filmes de terror, como Os Inocentes, de Jack Clayton. Bayona estréia na direção, apadrinhado por Guilermo Del Toro, mas imprime autenticidade na criação da atmosfera de suspense moto-visual e sonora. Também fabulosa é a fotografia de Óscar Faura.
Por
Ronald Perrone
17 de março de 2008
Sangue Negro (2007), de Paul Thomas Anderson
Cheguei agora de Belo Horizonte onde fui assistir no sábado ao show do Interpol, umas das minhas bandas favoritas. No domingo, aproveitei pra conferir essa obra prima que ainda não estreou aqui em Vitória. O filme reafirma a posição de seu diretor como um dos maiores narradores do cinema puro americano, liberto da ribalta. O que não impediu o advento da impressionante interpretação de Daniel Day Lewis. O método de dirigi-lo e explorá-lo é dos mais assustadores possíveis.
Sangue Negro trata de um filme de terror épico, um estudo do homem em contato e obcecado com o poder num de seus momentos mais lúcidos. Nisso tudo, ganha o domínio de Paul Thomas Anderson propiciando vigoroso impacto dramático a um tipo de cinema clássico, tradicional, mas eficiente e servido de excelente fotografia, trilha sonora e monstruoso desempenho do melhor ator que temos na atualidade.
Sangue Negro trata de um filme de terror épico, um estudo do homem em contato e obcecado com o poder num de seus momentos mais lúcidos. Nisso tudo, ganha o domínio de Paul Thomas Anderson propiciando vigoroso impacto dramático a um tipo de cinema clássico, tradicional, mas eficiente e servido de excelente fotografia, trilha sonora e monstruoso desempenho do melhor ator que temos na atualidade.
Por
Ronald Perrone
14 de março de 2008
A Morte de um Bookmaker Chines (1976), de John Cassavetes
Cassavetes se depara com um cinema de gênero, o que não é o seu habitual. E que não significa muito também, já que o filme se apresenta menos como uma trama de suspense/máfia do que uma série de situações cotidianas que acompanham o carismático dono de uma casa noturna, Cosmo Vitelli (Ben Gazarra, num excelente momento), em um profundo estudo existencial de personagem. A câmera de Cassavetes mantêm uma distância claustrosfóbica em Cosmo dentro dos enquadramentos. Cada olhar de Gazarra ganha um valor expressivo e sentimental impressionante. Uma carga dramática inesperada para um filme que aparenta superficialmente uma trama bem definida e linear (como se isso fosse possível para Cassavetes): um sujeito que aceita a missão de matar um bookmaker para se livrar das dívidas que arranjou com a máfia, típico enredo de filmes exploitation da época, mas com o charme e o estilo improvisado de John Cassavetes.
Por
Ronald Perrone
13 de março de 2008
Quella Villa Accanto al Cimitero, aka The House by the Cemetery (1981), de Lucio Fulci
Por
Ronald Perrone
12 de março de 2008
O Escafandro e a Borboleta (2007), de Julian Schnabel
Hitchcock limitava detalhes de direção pelo simples prazer de experimentar o novo. Foi assim com Festim Diabólico tentando realizar um filme num único plano seqüência (o que de fato não ocorre, mas não deixa de ser genial). Em O Escafandro e a Borboleta, o diretor Julian Schnabel optou em narrar a história de um personagem limitado por natureza. Jean-Dominique Bauby, vivido por Mathieu Amalric, sofre uma rara doença conhecida como Síndrome do Encarceramento, do qual o indivíduo fica completamente paralisado, mas consciente de tudo ao seu redor. Mexendo apenas seu olho esquerdo, Dominique consegue se comunicar e escrever o livro que deu origem ao filme.É também por esse mesmo olho que Schnabel impõe seus limites na direção ao tentar desenvolver a narrativa através do ponto de vista do personagem, ou seja, o publico assiste o que Dominique vê (o que de fato também não ocorre em 100% da projeção, mas não deixa de ser genial). É um material difícil de se imaginar visualmente. Poderia facilmente ser uma fonte de sentimentalismo banal. Mas ganha um tratamento oposto. O roteiro possui humor e trabalha com os clichês de forma inteligente. As temáticas previsíveis (desejo da morte, sofrimento, etc...) ganham um equilíbrio perfeito pelas escolhas que o diretor define para mostrar as situações. O resultado não deixa de emocionar, mas o trabalho de direção e a concepção estética também são de encher os olhos.
Por
Ronald Perrone
11 de março de 2008
Diretores de Cabeceira - Parte III
Scarface (32)
A Beira do Abismo (46)
Onde Começa o Inferno (59)
Hatari! (62)
Rio Vermelho (48)
Janela Indiscreta (54)
Os Pássaros (63)
Psicose (60)
Festim Diabólico (48)
Um Corpo que Cai (58)
Interlúdio (46)
M (31)
Metropolis (27)
Os Corruptos (53)
Só se Vive uma Vez (37)
Scarlet Street (45)
Stalker (79)
Nostalgia (83)
O Sacrifício (86)
Solaris (72)
Andrei Rublev (69)
Os Incompreendidos (59)
Jules e Jim (62)
Fahrenheit 451 (66)
Beijos Proibidos (68)
A Noiva Estava de Preto (68)
Crepúsculo dos Deuses (50)
Pacto de Sangue (44)
Farrapo Humano (45)
Quanto Mais Quente Melhor (59)
Se Meu Apartamento Falasse (60)
O Poderoso Chefão (Trilogia)
A Conversação (74)
Apocalypse Now (79)
Drácula (92)
O Selvagem da Motocicleta (83)
The Outsiders (83)
O Fundo do Coração (82)
Os Imperdoáveis (92)
Bird (88)
Um Mundo Perfeito (93)
Menina de Ouro (04)
Cartas de Iwo Jima (06)
Cidade dos Sonhos (01)
Veludo Azul (86)
A Estrada Perdida (97)
O Homem Elefante (80)
Eraserhead (77)
Zombi (79)
The Beyond (81)
O Estranho Segredo do Bosque dos Sonhos (72)
New York Ripper (82)
A casa do Cemitério (81)
Estranhos no Paraíso (82)
Down By Law (86)
Gosth Dog (99)
Trem Mistério (89)
Dead Man (95)
Sobre Café e Cigarros (03)
7 de março de 2008
News

David Gordon Green é um desses jovens diretores que vem demonstrando ótimo talento e versatilidade dentro do cinema americano, o que sugere uma atenção em torno de seus filmes e trabalhos futuros. Seu próximo projeto suspeita-se que seja a refilmagem do clássico cult do horror italiano Suspíria, de Dario Argento. Um filme que, na minha opinião, não precisa de refilmagem. Mas se forem mesmo realizar, espero que Green assuma a direção e comprove seu talento, já que ele mesmo escreveu o roteiro da refilmagem e só falta a confirmação de que também será o cabeça por trás das câmeras.
Por
Ronald Perrone
6 de março de 2008
Diretores de Cabeceira - parte II

O Desprezo (63)
Pierrot le Fou (65)
Acossado (60)
Week End (67)
Uma Mulher é Uma Mulher (61)
Viver a Vida (62)

Amarcord (73)
Noites de Cabíria (57)
A Doce Vida (60)
E La Nave Va (83)
Oito e Meio (63)

Persona (66)
O Sétimo Selo (57)
A Hora do Lobo (68)
Gritos e Sussurros (72)
Morangos Silvestres (57)

O Discreto Charme da Burguesia (72)
Os anjos Exteminadores (62)
A Bela da Tarde (67)
Ensaio de um Crime (55)
Os Esquecidos (50)

Ran (85)
Kagemusha (80)
Yojimbo (61)
Os sete Samurais (54)
Viver (52)

Morte em Veneza (71)
Rocco e Seus Irmãos (60)
O Leopardo (63)
Noites Brancas (57)
Obsessão (43)

A Besta Deve Morrer (69)
O Açougueiro (70)
Assunto de Mulheres (88)
Les Bonnes Femmes (60)
A Dama de Honra (04)

Amantes (84)
A Morte de um Bookmaker Chinês (76)
Uma Mulher Sob Influência (74)
Faces (68)
Noite de Estréia (77)

A Professora de Piano (01)
Violência Gratuita (97)
Caché (05)
Tempos de Lobo (03)
Código Desconhecido (00)

A Liberdade é Azul (93)
A Igualdade é Branca (94)
A Fraternidade é Vermelha (94)
A Dupla Vida de Veronique (91)
Não Matarás (88)

Jean Luc Godard
O Desprezo (63)
Pierrot le Fou (65)
Acossado (60)
Week End (67)
Uma Mulher é Uma Mulher (61)
Viver a Vida (62)
Federico Fellini
Amarcord (73)
Noites de Cabíria (57)
A Doce Vida (60)
E La Nave Va (83)
Oito e Meio (63)

Ingmar Bergman
Persona (66)
O Sétimo Selo (57)
A Hora do Lobo (68)
Gritos e Sussurros (72)
Morangos Silvestres (57)

Luis Buñuel
O Discreto Charme da Burguesia (72)
Os anjos Exteminadores (62)
A Bela da Tarde (67)
Ensaio de um Crime (55)
Os Esquecidos (50)

Akira Kurosawa
Ran (85)
Kagemusha (80)
Yojimbo (61)
Os sete Samurais (54)
Viver (52)

Luchino Visconti
Morte em Veneza (71)
Rocco e Seus Irmãos (60)
O Leopardo (63)
Noites Brancas (57)
Obsessão (43)

Claude Chabrol
A Besta Deve Morrer (69)
O Açougueiro (70)
Assunto de Mulheres (88)
Les Bonnes Femmes (60)
A Dama de Honra (04)

John Cassavetes
Amantes (84)
A Morte de um Bookmaker Chinês (76)
Uma Mulher Sob Influência (74)
Faces (68)
Noite de Estréia (77)

Michael Haneke
A Professora de Piano (01)
Violência Gratuita (97)
Caché (05)
Tempos de Lobo (03)
Código Desconhecido (00)

Krzysztof Kieslowski
A Liberdade é Azul (93)
A Igualdade é Branca (94)
A Fraternidade é Vermelha (94)
A Dupla Vida de Veronique (91)
Não Matarás (88)
4 de março de 2008
Diretores
Diretores de Cabeceira
É uma idéia que alguns blogues estão fazendo e eu resolvi plagiar. Vou listar meus diretores favoritos com três a cinco filmes preferidos de cada um. Os posts vão conter uns 10 diretores sem ordem de preferência nem alfabética, e assim, meus poucos leitores poderão conhecer melhor o meu gosto pelo cinema.
No Silêncio da Noite (50)
Bigger than Life (56)
Juventude Transviada (55)
Sangue Sobre a Neve (60)
Johnny Guitar (54)
Paixões que Alucinam (63)
O Beijo Amargo (64)
Agonia e Glória (80)
Anjo do Mal (53)
Steel Helmet (51)
Era uma Vez no Oeste (68)
Três Homens em Conflito (66)
Era uma Vez na América (84)
Quando Explode a Vingança (71)
Por uns Dólares a Mais (65)
Crash (96)
Mistérios e Paixões (91)
Videodrome (83)
Gêmeos – Mórbida Semelhança (88)
Marcas da Violência (05)
Um Tiro na Noite (81)
O Pagamento Final (93)
Scarface (83)
Dublê de Corpo (84)
Carrie (76)
Vício Frenético (92)
O Rei de Nova York (90)
Olhos de Serpente (93)
Os Chefões (96)
Ms. 45 (81)
Prelúdio para Matar (75)
Suspíria (77)
Tenebre (82)
Terror na Ópera (87)
Phenomena (85)
O Enigma do Outro Mundo (82)
Fuga de Nova York (81)
Os Aventureiros do Bairro Proibido (86)
Eles Vivem (88)
Halloween (78)
O Dia dos Mortos (85)
O Despertar dos Mortos (78)
A Noite dos Mortos Vivos (68)
Cavaleiros de Aço (81)
Matin (77)
Táxi Driver (76)
Touro Indomável (80)
Depois de Horas (86)
Os Bons Companheiros (90)
Caminhos Perigosos (73)
É uma idéia que alguns blogues estão fazendo e eu resolvi plagiar. Vou listar meus diretores favoritos com três a cinco filmes preferidos de cada um. Os posts vão conter uns 10 diretores sem ordem de preferência nem alfabética, e assim, meus poucos leitores poderão conhecer melhor o meu gosto pelo cinema.
No Silêncio da Noite (50)
Bigger than Life (56)
Juventude Transviada (55)
Sangue Sobre a Neve (60)
Johnny Guitar (54)
Paixões que Alucinam (63)
O Beijo Amargo (64)
Agonia e Glória (80)
Anjo do Mal (53)
Steel Helmet (51)
Era uma Vez no Oeste (68)
Três Homens em Conflito (66)
Era uma Vez na América (84)
Quando Explode a Vingança (71)
Por uns Dólares a Mais (65)
Crash (96)
Mistérios e Paixões (91)
Videodrome (83)
Gêmeos – Mórbida Semelhança (88)
Marcas da Violência (05)
Um Tiro na Noite (81)
O Pagamento Final (93)
Scarface (83)
Dublê de Corpo (84)
Carrie (76)
Vício Frenético (92)
O Rei de Nova York (90)
Olhos de Serpente (93)
Os Chefões (96)
Ms. 45 (81)
Prelúdio para Matar (75)
Suspíria (77)
Tenebre (82)
Terror na Ópera (87)
Phenomena (85)
O Enigma do Outro Mundo (82)
Fuga de Nova York (81)
Os Aventureiros do Bairro Proibido (86)
Eles Vivem (88)
Halloween (78)
O Dia dos Mortos (85)
O Despertar dos Mortos (78)
A Noite dos Mortos Vivos (68)
Cavaleiros de Aço (81)
Matin (77)
Táxi Driver (76)
Touro Indomável (80)
Depois de Horas (86)
Os Bons Companheiros (90)
Caminhos Perigosos (73)
3 de março de 2008
Quase desesperando por ainda estar sem computador, postando no trampo, breves impressões sobre alguns filmes que vi:
O Quarto Verde (1978), de François Truffaut: O próprio Truffaut interpreta o protagonista, um jornalista amargurado pelas lembranças da falecida esposa. Ele conhece uma moça com um problema similar ao seu e resolvem fazer um altar para ascender velas aos seus mortos. O Quarto Verde é um belo filme de um Truffaut mais sereno, poético e filosófico sobre as questões da perda e da forma como os mortos ainda fazem parte da vida dos vivos.
Meu Nome é Ninguem (1973), de Tonino Valerii e Sérgio Leone: Meu Nome é Ninguém é um western estranho. Não sei até que ponto vai a direção de Leone e a de Valerii, mas a falta de informações claras no início pode tirar um pouco a atenção do publico. Aos poucos a história e a própria narrativa ganham coesão. É um filme de momentos isolados. A visão de um todo é irregular, mas seqüências como Terrence Hill atirando nos copos no bar são memoráveis.
Viver (1952), de Akira Kurosawa: Um dos filmes mais interessantes de Akira Kurosawa. Trata de um homem que, após descobrir um câncer, passa os últimos meses que lhe resta em busca de algo que faça significar sua existência. Viver foge do óbvio e dos clichês dos filmes sobre encontrar um sentido na vida. Kurosawa entrega uma história sobre envelhecer e não ter feito nenhuma realização. E algo deve ser dito quanto a análise do burocrático processo que até hoje, passados mais de meio século, ainda se instala nos órgãos públicos.
O Quarto Verde (1978), de François Truffaut: O próprio Truffaut interpreta o protagonista, um jornalista amargurado pelas lembranças da falecida esposa. Ele conhece uma moça com um problema similar ao seu e resolvem fazer um altar para ascender velas aos seus mortos. O Quarto Verde é um belo filme de um Truffaut mais sereno, poético e filosófico sobre as questões da perda e da forma como os mortos ainda fazem parte da vida dos vivos.Meu Nome é Ninguem (1973), de Tonino Valerii e Sérgio Leone: Meu Nome é Ninguém é um western estranho. Não sei até que ponto vai a direção de Leone e a de Valerii, mas a falta de informações claras no início pode tirar um pouco a atenção do publico. Aos poucos a história e a própria narrativa ganham coesão. É um filme de momentos isolados. A visão de um todo é irregular, mas seqüências como Terrence Hill atirando nos copos no bar são memoráveis.
Viver (1952), de Akira Kurosawa: Um dos filmes mais interessantes de Akira Kurosawa. Trata de um homem que, após descobrir um câncer, passa os últimos meses que lhe resta em busca de algo que faça significar sua existência. Viver foge do óbvio e dos clichês dos filmes sobre encontrar um sentido na vida. Kurosawa entrega uma história sobre envelhecer e não ter feito nenhuma realização. E algo deve ser dito quanto a análise do burocrático processo que até hoje, passados mais de meio século, ainda se instala nos órgãos públicos.
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