25 de junho de 2006

Hard boiled

Fervura Máxima

½

Hard boiled, Hong Kong, 1992. DE John Woo. COM Yun-Fat Chow, Tony Leung Chiu Wai, Teresa Mo. 126 min. Milestone Pictures. AÇÃO.

"Quem diria que John Woo já soube fazer filmes de ação um dia?" Essa foi a primeira coisa que eu disse quando acabei de assistir a um dos mais conceituados clássicos de John Woo. Hard Boiled ou Fervura Máxima, como é chamado aqui no Brasil, conta a história de um policial "casca grossa", interpretado por Chow Yun Fat, sangue-frio, sem medo nem remorso de matar ou morrer, que durante a tentativa de prisão de um suspeito, acaba perdendo seu parceiro e melhor amigo. Será que daí pra frente dá pra adivinhar o que vai acontecer? Se você disse que ele vai atrás de vingança, você acertou. Mas diferente do ditado "vingança é um prato que se come frio", a vingança nesse filme ferve, ultrapassando o ponto de ebulição, como indica o nome do filme.

John Woo, no oriente, pode ser considerado um dos melhores aprendizes da matéria filmes de ação. Isso eu digo no oriente. Pelas bandas de cá, já tínhamos diretores como Peckimpah, que trouxe várias inovações, dentre elas o uso dramático de câmeras lentas em cenas quentes de ação. E John Woo traz uma forte herança de alguns diretores, principalmente os inovadores, de filmes de ação. Isso se percebe claramente em Hard Boiled. Logo no começo do filme, há uma movimentadíssima cena de tiroteio, com uma participação muito natural dos figurantes, e impressionantes movimentos, até mesmo acrobáticos e de certa forma realistas do protagonista. O filme não apresenta uma trama elaborada nem tenta chegar perto de ser complexa. Mas a simplicidade da história é contada de uma forma, ao mesmo tempo bruta e dramática. Os atores também não são dignos de Oscar, mas cumprem seu papel convencendo o espectador daquilo que estão vendo na telinha.

Ah! Volto a falar das cenas de ação do filme. Justamente porque são elas que caracterizam e dão nome a John Woo. O filme não passa muito tempo sem tem um cena de ação. O tempo inteiro você é surpreendido com um tiroteio desenfreado de tirar o fôlego. Takes muito bem capturadas, utilizando de forma corretíssima a camera lenta. O final é um dos mais movimentados e fabulosos que eu já vi num filme de ação. Principalmente a cena em que Chow corre desesperadamente pelo hospital com um bebê no colo, dando tiro em tudo e em todos, arriscando a sua vida para salvar a do bebê. É uma cena brilhante, com excelente movimentação dos personagens e até mesmo da camera. Para se ter uma idéia do quanto o filme é quente, a cena final, no hospital dura cerca de 40 minutos de tiroteios e explosões. John Woo não trouxe nada de inovador ao gênero, mas aplicou tudo o que se tinha de melhor, e o fez com maestria. Pena que hoje ele perdeu esse "tato", e já nos decepciona com vergonhosas produções como Missão: Impossível 2, ou O Pagamento.

Confesso que só me interessei por filmes do John Woo, justamente por ele ser o diretor das cenas não interativas do game que irá dar continuidade à história de Hard Boiled. Mas foi uma surpresa agradável, assistir ao filme só para saber qual a história do tal policial "casca grossa", e descobrir que John Woo já foi mestre em filmes de ação no oriente. Pra você que ainda não descobriu o John Woo de 15 ou 20 anos atrás, pode ser que você também tenha uma agradável surpresa.

Por Monsenhor

22 de junho de 2006

Monsenhor e Cars e Cartas de Uma Desconhecida

Apresento a vocês a nova aquisição do cine art: Victor Marculano, aka Monsenhor. Em sua primeira empreitada (primeira mesmo), ele fala sobre a nova animação da Pixar. Bem-vindo ao clube, Monsenhor!

ronald perrone, editor cine art


Carros

e ½

Cars, EUA, 2006. DE John Lasseter. COM AS VOZES DE Owen Wilson, Paul Newman, Tony Shalhoub. 116 min. Disney. ANIMAÇÃO/COMÉDIA.

A pedidos do meu grande amigo Ronald, venho me envergonhar publicamente com uma crítica de minha autoria sobre a animação da Disney com seu mais recente adquirido estúdio de animação, a Pixar. Como não poderia deixar de ser, assim como todos os filmes de animação da Disney, seja animado em Computação Gráfica ou no famoso "desenho", essa animação, Cars, tem como público alvo, as crianças. É um filme para toda a família, e com a velha tradição Disney de passar aquele "sermão", trazendo sempre uma lição de moral. E a lição do filme não poderia ser mais "batida". O valor da verdadeira amizade e o amor por aqueles que te respeitam. E tendo um tema clichê, como esse, o roteiro também não poderia ser brilhante. Muito pelo contrário. Com o excelente trabalho que a Pixar fez em Os Incríveis, era até se esperar que Cars seria outra pérola. A meu ver, é só mais uma perolazinha no meio de tantas outra formando um extenso colar. E exatamente como uma pérola, a animação é visualmente belíssima. A mais bela que já vi até hoje. Superando animações como Final Fantasy Advent Children, da Square Enix e dirigido por Tetsuya Nomura. Cars conta com uma animação extremamente detalhada. Chega a ser absurdo detalhes como aqueles pequenos riscos circulares na lataria do carro (das tradicionais esfregadas ao lavar o carro), ou também minúsculas pedrinhas na estrada. O mais belo cenário do filme é o deserto onde se localiza a estrada Route 66, onde se passa a história do filme. O nível de detalhamento do deserto é extremo ao ponto de esquecemos que se trata de uma animação com carros falantes, e acharmos que tudo aquilo é real. Deveras, com um orçamento milionário de pouco mais de 70 milhões de dólares, e alguns anos em desenvolvimento, o filme tinha a obrigação de ser bonito. Mas penou grandiosamente em trazer uma história fraca, chata em certos momentos, e até mesmo sem graça. Achei muito estranho o fato do filme ter me arrancado somente duas risadas durante sua extensão. Tendo em vista que os lançamentos anteriores da Pixar possuem cenas hilárias a todo momento. Não só um humor mais apurado fez falta no filme. Assim como emoção. Adrenalina. Aquela ansiedade de que o herói chegue ao final do filme e dê tudo certo. É quase inexistente no filme. A não ser por algumas cenas nas pistas ovais da Nascar. As dublagens ficaram boas. Algumas até engraçadas, como a da caminhonete amiga do herói do filme. Mas também não foi nada de excepcional. Pois bem. É o tradicional filme da Disney, feito para toda a família, sem ofender inteligencia de nenhum espectador. Mas também sem surpreender nenhum deles. Não é imperdível. Mas se tiver a chance assista. O belo visual do filme compensa algumas falhas.

Por Monsenhor



Cartas de Uma Desconhecida



Letter From An Unknown Woman, EUA, 1948. DE Max Ophüls. COM Joan Fontaine, Louis Jourdan. 86 min. Versátil. DRAMA.

"Cada um de nós é vencido apenas pelo destino que não soube dominar." A frase, de Stefan Zweig, é uma síntese perfeita para o sentido desta fita extraída de um pequeno livro do famoso escritor austríaco que se suicidou no Brasil em 42, aos 61 anos. Nos permite compreender melhor os encontros e desencontros dessa história de amor com final surpreendente, mas extremamente coerente com a frase. Essa segunda realização americana do alemão Max Ophüls começa em uma noite de 1900, na Viena imperial, quando o festejado pianista Stefan (Jourdan), ao chegar melancólico em sua casa, recebe uma carta. Nela, uma mulher chamada Lisa (Fontaine) relata as aventuras e desventuras de sua vida desde que o conheceu, ainda adolescente e casta, até os dias atuais - então já uma senhora casada com um nobre. Um longo flashback que expõe com notável grandeza dramática a fragilidade humana, seja ela coberta de arrogância e leviandade, seja de candura e ingenuidade. Tudo sob a direção ao mesmo tempo elegante, cálida e perspicaz de Ophüls, mestre na movimentação da câmera. Ele sempre impressionava com o seu refinado formalismo. Nas três fases narrativas, Fontaine consegue ser uma Lisa embravecida, sensual e maternal. Um desempenho crível, um ótimo contraponto para a presença sedutora e imprudente imposta pelo francês Louis Jourdan. A bela fotografia em preto-e-branco de Franz Planer e a música de Daniele Amfitheatrof são elementos decisivos para o clima fatalista e passional dessa obra-prima de Max Ophüls. Um dos melhores melodramas de todos os tempos.

Por Felipe

19 de junho de 2006

Zombie & A Batalha de Argel

Zombie



Zombi 2, ITA, 1979. DE Lucio Fulci. COM Tisa Farrow, Ian McCulloch, Richard Johnson, Al Cliver, Auretta Gay. 91 min. Variety. HORROR.

Zombie recebeu o nome na Itália de Zombie 2 por causa do lançamento do filme Down Of the Dead, de George A. Romero, que na Itália foi chamado de Zombies, no mesmo período que o filme de Lucio Fulci foi lançado. Mas se trata de um filme completamente diferente e independente, ou seja, não possui qualquer relação com o filme de Romero. Além disso, a atmosfera, o estilo próprio de Fulci é a prova de sua criatividade, já que, filmes de Zumbis é um subgênero tão copiado e mesmo assim, Fulci revigora com sua visão própria e inovadora. O filme já foi lançado com vários outros titulos, porém o mais conhecido é simplesmente Zombies.

A história começa em pleno mar, num barco que vai à deriva, aparentemente abandonado, em direção a Nova York. O dono do barco é um cientista que está desaparecido há vários meses desde que foi para as ilhas do Caribe. Sua filha então, se junta com um repórter e parte para descobrir seu paradeiro. No meio do caminho, eles conhecem um casal de turistas que estão de férias com seu pequeno barco. Com isso, os quatro partem com o objetivo de achar o doutor em uma pequena ilha desconhecida. É nessa ilha que acontece o banho de sangue tão esperado pelos espectadores. Porém Fulci consegue deixar tudo mais interessante, desenvolvendo histórias paralelas com personagens bem modelados e um roteiro bem estruturado. Com isso, até mesmo as cenas dramáticas permanecem com o mesmo nível das cenas que todos os espectadores esperam: a violência gratuita. Zumbiz arrancando membros e comendo as vísceras de pessoas abertas e ensangüentadas e pessoas matando zumbis com tiros, facadas e pauladas na cabeça (todos sabem que só assim eles morrem, dããã). Uma belezura. E tudo filmado com a maestria impressionante de Lucio Fulci, ótimos efeitos visuais e maquiagens convincentes. Uma verdadeira obra prima do Horror italiano.

Por Ronald



A Batalha de Argel

e ½

La Battaglia di Algeri, Italia/Argélia, 1965. DE Gillo Pontecorvo. COM Brahim Haggiag, Jean Martin. 117 min. Lumiére. DRAMA.

Entre os anos de 1954 e 1962, os argelinos lutaram contra os invasores franceses da única maneira que conheciam: a guerrilha urbana. Numa primeira fase, a França respondeu com o envio de tropas, prisões e tortura. Por um breve período, a tática funcionou: os líderes rebeldes foram ou presos, ou eliminados. Anos depois, no entanto, o movimento ressurgiu como que por encanto, obrigando o governo francês a declarar independente a Argélia. Esse episódio da história é contado com riqueza de detalhes em A Batalha de Argel, do italiano Gillo Pontecorvo. O filme impressiona porque praticamente tudo é encenado, embora a maior parte do elenco, com exceção de Jean Martin, tenha sido composta não por não-atores. E também porque o filme, que serviu como instrumento pedagógico tanto para os cubanos, vietcongues e até pra o IRA e os Panteras Negras, hoje é projetado nas salas de exibição do Pentágono. De certo para ensinar a militares americanos o caminho das pedras que ainda não conseguiram encontrar.

Por Felipe

16 de junho de 2006

Non Si Sevizia a Paperino

Non si Sevizia un Paperino



ITA, 1972. DE Lucio Fulci. COM Florinda Bolkan, Barbara Bouchet, Tomas Milian. 102 min. Medusa. SUSPENSE.

Ainda não me familiarizei com os filmes do italiano Lucio Fulci. Porém, dos dois filmes que eu vi, deu pra perceber um estilo pessoal mesmo em diferentes gêneros. Os Quatro Cavaleiros do apocalipse (75) é o western mais bizarro que existe e este Non si Sevizia un Paperino é um suspense que comprova totalmente porque Fulci é tão respeitado entre os cinéfilos que conhecem sua obra.
Em um vilarejo italiano, estranhos assassinatos de crianças aterrorizam a pequena população. O que leva um considerável número de policiais e a imprensa para o local. Várias pessoas são suspeitas pelos assassinatos, mas Fulci consegue criar a duvida e o suspense até o final antológico com uma atmosfera densa e uma direção inovadora ao estilo dos filmes italianos dos anos 70.
O filme conta com a participação da brasileira Florinda Bulcao (ou Bolkan), que fez bastante sucesso na Itália nesse período trabalhando com diretores importantes como Elio Petri, Vittorio de Sica, Luchino Visconti, Damiano Damiani, entre outros. É com ela que Fulci cria uma das cenas mais impressionantes do filme, digna de um verdadeiro mestre do horror italiano.

Por Ronald

12 de junho de 2006

A Criança

A Criança

e ½

L'Enfant, BEL/FRA, 2005. DE Jean Pierre e Luc Dardenne. COM Jérémie Renier, Déborah François. 95 min. Les Films du Fleuve. DRAMA.

Dos grandes lançamentos do ano, A criança se coloca entre um dos melhores filmes do ano (como podem ver na lista do post anterior). Mérito de um excelente trabalho realizado pelos irmãos Dardennes em retratar a história de um jovem casal marginalizado que passa por um processo de transformação com o nascimento do primeiro filho. Porém, a criança do título refere-se ao pai, que possui um comportamento lúdico diante das situações que enfrenta. Ele acaba sendo o foco central do filme e é o personagem que sofre as principais mudanças.


Quem acompanha os primeiros trabalhos dos diretores percebe em A Criança a regularidade de seus filmes em sempre filmar personagens marginalizados socialmente com uma estética individual, a câmera à mão em constantes planos seqüências e enquadramentos fechados explorando a intimidade e realçando os sentimentos dos personagens, principalmente nos filmes Rosetta (1999) e O Filho (2002).

Mas em A Criança, há uma diferença marcante dos filmes anteriores. A sutileza e a frieza sede espaço para a clareza das reviravoltas. Dá-se a impressão de um filme mais elaborado, acentuando o drama de seus personagens e os pontos de virada do roteiro. Acho que é uma espécie de evolução daquilo que já era quase perfeito, já que todos os filmes dos irmãos são de uma qualidade impressionante e A Criança, além de confirmar, se estabelece como o melhor filme dos irmãos Dardennes.

Por Ronald

8 de junho de 2006

melhores do ano até junho

Chegamos no mês de Junho, ou seja, a metade do ano de 2006. Muitos filmes têm estreado no Brasil até esse exato momento. A maioria, como de costume, porcarias intragáveis, mas até que deu pra completar uma listinha com 10 ótimos filmes de 2006. Grandes obras ainda podem estrear esse ano nos nossos cinemas ou em festivais de circuito mais fechado como os novos filmes de David Lynch, Clint Eastwood, Oliver Stone, Almodovar, e muitos outros. Se isso realmente acontecer, prevejo eu que esta relação deverá mudar. Bom, enfim, segue a lista:


1. Caché (Michael Haneke)

2. A Criança (Jean Pierre e Luc Dardene)
3. Last Days (Gus Van Sant), na verdade, nem sei se esse foi lançado por aqui. Como eu vi esse ano, entrou.
4. O Sabor da Melancia (Tsai Ming Liang)
5. Flores Partidas (Jim Jarmusch)
6. A Dama de Honra (Claude Chabrol)
7. Munique (Steven Spielberg)
8. O Segredo de Brokeback Mountain (Ang Lee)
9. Ponto Final (Woody Allen)
10. 5x2 (François Ozon)

Outros filmes interessantes que passaram por aqui nesta temporada: A Lula e a Baleia (Noah Baunbach), Junebug (Phil Morrison), O Plano Perfeito (Spike Lee), O Novo Mundo (Terrence Malick), Três Enterros (Tommy Lee Jones), entre outros que não me recordo agora....

Por Ronald Perrone

1 de junho de 2006

Meu Ódio Será Sua Herança e Os Implacáveis

Meu Ódio Será Sua Herança



The Wild Bunch, USA, 1969. DE Sam Peckimpah. COM William Holden, Ernest Borgnine. 134 min. Warner. WESTERN

Sam Peckinpah passou à história como o "esteta da violência", servindo de pavimento para os Walter Hills e Tarantinos da vida que vieram depois. Ao criar uma linguagem e definir o tom certo para fitas tão dramáticas quanto sanguinárias, o cara corrompeu a nossa inocência, mas, também, ofereceu um viés deveras mais honesto da agressividade humana. Esse western talvez seja a a sua obra quintessencial - é uma história anticonvencional, em que, por força das circunstâncias, acabamos torcendo por uma quadrilha de foras da lei (liderada por um ótimo William Holden) quando esta se torna presa de gente ainda mais amoral e perigosa do que ela. Genial. Mesmo.

Por Felipe



Os Implacáveis



The Getaway, USA, 1972. DE Sam Peckimpah. COM Steve McQueen, Ali MacGraw. 122 min. Warner. AÇÃO

É interessante como uma simples história de um filme de crime e ação pode muito bem virar uma obra prima do gênero nas mãos de alguém como Peckinpah. O mesmo não aconteceu em 1994, quando Roger Donaldson fez a refilmagem de Os Implacáveis com Alec Baldwin e Kim Basinger. O filme se chamou no Brasil de A Fuga. Uma verdadeira bomba. Na primeira versão, Steve McQueen vive um preso que consegue um acordo com um político corrupto para sair da prisão, mas em troca tem de roubar um banco no Texas e dividir o dinheiro com o tal político. Para isso, conta com a ajuda de sua própria mulher (MacGraw) e dois capangas que Beynon (o político) lhe mandou. Logo se vê envolvido num perigoso jogo de traição onde Peckinpah pode brincar com seu estudo sobre a violência mesclada com os artifícios cinematográficos (camera lenta, edição) que influenciou vários diretores hoje em dia. Mais uma vez, Peckinpah vai contra os costumes (na época era) e inverte o papel mocinho e bandido como em Meu Ódio será Sua Herança e Tragam-me a Cabeça de Alfredo Garcia. De acordo com as circunstâncias, somos obrigados a torcer pelo vilão. Mesmo que seja um vilão bonzinho.

Por Ronald