Mostrando postagens com marcador 80's. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 80's. Mostrar todas as postagens

20 de agosto de 2011

Super 8

- Ããããããhn...

























Ainda que o nome de Steven Spielberg não fosse creditado ao final de Super 8, seria figurinha fácil em rodinhas de conversas sobre o filme: a nova produção do criador da série LOST, J.J. Abrams, é uma nostálgica mistura que não se envergonha em admitir de forma bastante clara que bebe muito da fonte de filmes consagrados do diretor norte americano. A bem da verdade, Super 8 é uma ode à infância de muita gente, onde a nostalgia possui um papel importantíssimo em todo o contexto. É ela o grande catalisador, quem traz à tona todas as lembranças de infância (afinal, quem foi que não se identificou e lembrou do tempo em que passava junto aos amigos, numa época em que ninguém sabia o significado da palavra responsabilidade?). Prum cara de quase trinta, como eu, Super 8 faz lembrar de E.T.Os Goonies (que também teve Spielberg só como produtor) e Jurassic Park (a cena do ônibus escolar com as crianças em polvorosa, hein?). O elenco infantil em ótima sintonia, o clima de tensão que paira sobre todo o filme e a pontuação com a trilha sonora perfeita somadas a uma ótima edição fazem de Super 8 um bom filme, com elementos de sobra que o fariam maior ainda.

22 de janeiro de 2011

Scott Pilgrim vs The World


(Scott Pilgrim Contra o Mundo, de Edgar Wright, 2010)

Logo que Zack Snyder alardeou que seria ele o responsável pela adaptação de Watchmen, de Alan Moore, muita gente mordeu a beiça achando que não seria bacana, alegando (como em alguns outros episódios muito bem-sucedidos) que o material de origem era infilmável. O mesmo deve ter rolado quando foi anunciada a adaptação dos quadrinhos assinados por Bryan Lee O'Malley's -- uma série em seis volumes cheia de personagens excêntricos e recheado de referências da cultura pop-nerd.

Personagens, aliás, que poderiam compor aquele famoso poema de Drummond: Knives ama Scott, que ama Knives, que ama Scott, e que passou a amar Ramona... Que amou Matthew, Lucas, Todd, Roxy (porque "todo mundo tem uma fase lésbica em algum momento da vida"), Kyle e Ken e Gideon. Matthew virou macumbeiro do mal, Lucas é astro de cinema, Roxy ainda é lésbica, Kyle e Ken são super DJ’s e Gideon o líder dA Liga dos Ex-Namorados do Mal de Ramona Flowers. E todos os sete querem trucidar Scott por ele ser o novo queridinho de Ramona.

Bebendo goles generosos da mesma fonte de Spaced – série do mesmo (e genial) diretor inglês Edgar Wright, o mundo fabricado de Scott Pilgrim vs The World cai no limbo, em algum lugar entre a realidade, o fantástico e o incomum, onde coisas absurdas rolam sem explicação ou surpresa de alguns dos personagens. E é isso que dá o tom necessário à história, assim como a incansável jornada de Scott é essencialmente uma tradução literal da velha máxima, "love is battlefield" (tudo bem, é só uma música da Pat Benatar, o que não a torna menos verdadeira).


Falando em campo de batalha, as fantásticas cenas de lutas são coreografadas como em video-games, com cada ex-namorado do mal servindo como o último chefão, e explodindo em uma chuva de moedas quando derrotado. Wright também faz forte uso de efeitos de som e efeitos visuais no melhor estilo Nintendinho 8-bits, enquanto as onomatopéias são animadas em letras, igualzinho aos comic books.

O texto é tão mastigadinho e divertido quanto nos originais de O'Malley's -- e o crédito é total de Wright e o co-roteirista Michael Bacall, que condensaram todos os seis volumes em um filme apenas, com maestria. Tudo bem que uma coisa ou outra acabou ficando de fora, mas nada que chegue a provocar insatisfação por parte dos fãs. Wright mantém o roteiro enxuto, num ritmo alucinante, combinando uma edição frenética e telas divididas. O elenco também é ótimo, e apesar de todos manterem a regularidade (os ex-namorados do mal fazem um trabalho particularmente bacana com o tempo limitado que alguns possuem em cena), eu destacaria o quase esquecido (quase tanto quanto o braço mais famoso da família) irmão Culkin, Kieran; a lindinha e borbulhante novata, Ellen Wong, e um Michael Cera com mais cara e atitude de Scott Pilgrim do que eu  jamais poderia imaginar.

Scott Pilgrim vs The World não é só uma declaração de amor aos quadrinhos, ou aos geeks de todo o mundo -- é uma ode ao nerdly way! É um paralelo do mundo real, onde nada é conseqüência e tudo é conseqüência.

♪ Post fechado ao som de Dionne Bromfield, Foolish Little Girl.

15 de agosto de 2010

Notas breves: Inception e The Expendables


(A Origem, de Christopher Nolan, 2010)

Inception me deu uma estranha sensação de déjà vu. Não que existam muitas semelhanças entre o filme de Scorsese e Nolan... quer dizer, há o tema ilusão x realidade, de certa forma há o drama conjugal/familiar, e também há Leonardo DiCaprio como protagonista. Mas assim como Shutter IslandInception pensa ser mais esperto que o expectador... No final você acaba percebendo que perdeu quase duas horas e meia da sua vida com toda aquela bobagem. Não que eu não entenda ou não aprecie a insana viagem de Nolan ao maravilhoso mundo dos sonhos.  Mas por que diabos um filme concebido para abalar minha estrutura psicológica me faz sentir, na melhor das hipóteses, indiferente?

 Tudo bem, algumas cenas impressionam, como a já clássica ‘dobra’ da cidade arquitetada pelo personagem de Ellen Page, e a incrível cena de luta em gravidade zero. E há certo prazer, pelo menos na primeira hora de projeção, onde tentamos acompanhar o joguete entre ilusão e realidade e da miríade de regras para manipulação dos sonhos. Mas depois da primeira hora e meia tudo parece muito barulho por nada.

Inception é tão ousado, mas tão ousado que perde um tempo precioso explicando o quão corajoso e ousado ele é (com sua ingenuidade estrutural quase tão impressionante quanto a qualidade técnica). Infelizmente em termos humanos é quase nulo, e muito diferente dos sonhos mais bacanudos, esse não fica na lembrança.

---


(Os Mercenários, Sylvester Stallone, 2010)

Nem sei o que dizer... The Expendables é tudo o que eu esperava e mais! É sem dúvida a grande sacada de Sly Stallone, e uma ode ao cinema de ação dos anos 80: mudo, barulhento e explosivo! É trinitrotolueno purinho, minha gente!

A fita é um mash-up com as grandes estrelas dos filmes de ação (levaria menos tempo pra dizer quem não está no elenco do que o contrário)! E o enredo não poderia ser mais old-school: alguns bandidos canastrões e os caras legais que estão atrás desses bandidos em algum lugar do terceiro mundo.  Perseguições insanas, explosões literais, armas de fogo (de todos os estilos e calibres), facas bem grandes, aviões, caminhões, Harley Davidson’s e sangue -- muito sangue. É Tarantino, só que sem a costumeira ironia.

As explosões, o caos e os crânios esmagados preenchem com maestria as lacunas do roteiro. Sly, que escreve e dirige essa divertida e empolgante confusão muscular, sabe muito bem como filmar cada sequência de forma visceral, sem dar muita atenção a continuidade ou ao desenvolvimento de seus personagens (o único com um background raso aqui é o personagem vivido pelo inglês Jason Statham).

The Expendables é a retomada de fôlego do cinema de ação; é uma mistura maravilhosa de entretenimento visceral que nos oferece o top do cinema truculento! Um filme feito para se lembrar dos dias de glória dos blockbusters de ação. É Sly Stallone arrebentando as pregas, descobrindo um novo jeito de ensurdecer uma nova geração tão desacostumada a essa overdose de testosterona nas telas de cinema! ;D

22 de abril de 2006

Top 20 anos 80

Mesmo não fazendo parte da Super Liga dos Blogues Cinematográficos, resolvi fazer uma relação pessoal dos 20 melhores filmes dos anos 80. Procurei me lembrar dos filmes que me marcaram na época e também os vistos e revistos recentemente. Enfim, uma lista bastante eclética contendo filmes alternativos, comerciais, dramas, terror, suspense policial, Fellini e até Tarkovski. Não possui qualquer ordem específica, salvo o primeiro lugar que pertence a Paris, Texas:


Paris, Texas (Win Wenders, 84)

Touro Indomável (Martin Scorsese, 80)
Veludo Azul (David Lynch, 86)
Era Uma Vez na América (Sérgio Leone, 84)
Blade Runner (Ridley Scott, 82)
Asas do Desejo (Win Wenders, 87)
Videodrome (David Cronenberg, 83)
O Enigma de Outro Mundo (John Carpenter, 82)
Viver e Morrer em Los Angeles (Willian Friedkin, 85)
Um Tiro na Noite (Brian de Palma, 84)
Crimes e Pecados (Woody Allen, 89)
Nascido para Matar (Stanley Kubrick, 87)
Os Caçadores da Arca Perdida (Steven Spielberg, 81)
O Homem Elefante (David Lynch, 80)
Depois de Horas (Martin Scorsese, 86)
Ran (Akira Kurosawa, 85)
Zelig (Woody Allen, 83)
Nostalgia (Andrei Tarkovski, 83)
Agonia e Glória (Sam Fuller, 80)
Cidade das Mulheres (Federico Fellini, 80)

Claro que existem ainda alguns filmes que foram lembrados e que até mereciam um lugar na lista. Mas por um motivo ou outro, ficaram de fora. Porém eu faço aqui uma menção honrosa à filmes como Os Intocáveis (Brian de Palma, 87), Hannah e Suas Irmãs (Woody Allen, 86), O Império do Sol (Steven Spielberg, 87), ZOO (Peter Greenaway, 86), O Sacrifício (Andrei Tarkovski, 86), Estranhos no Paraíso (Jim Jarmusch, 84), Drugstore Cowboy (Gus Van Sant, 89), O Iluminado (Stalney Kubrick, 80) e até mesmo Mad Max II (George Miller, 81), e muitos outros...

Por Ronald