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17 de novembro de 2007

Aniversário do Marty...

Meu Top 10 Martin Scorsese atualmente seria este:

1. Taxi Driver (1976)
2. Touro Indomável (1980)
3. Os Bons Companheiros (1990)
4. Cassino (1995)
5. Depois de Horas (1986)
6. Alice não mora mais Aqui (1974)
7. Gangue de Nova York (2002)
8. Caminhos Perigosos (1973)
9. Os Infiltrados (2006)
10. O Aviador (2004)


25 de outubro de 2007


Já que Martin Scorsese abandonou a idéia de realizar Frank Machine e voltar a antiga parceria com Robert de Niro, outro excelente diretor foi chamado para o seu lugar. Tudo indica que Michael Mann fará o filme e voltará a trabalhar com de Niro. Os dois fizeram Fogo Contra Fogo, um dos melhores filmes de ação/policial americano dos ultimos 20 anos. Na minha opinião, o caso Frank Machine e a falta do Scorsese está muito bem resolvida...

15 de outubro de 2007

Cine Art News – Edição nº 5

Martin Scorsese está definindo qual vai ser seu próximo trabalho. Infelizmente, parece que ele não vai mais realizar Frankie Machine, que seria o retorno de Robert de Niro sob o comando do diretor desde Cassino. A adaptação do livro The Wolf of Wall Street deverá ser seu próximo filme, e conta no elenco sua atual parceria com o Leonardo diCaprio. A história se passa nos anos 90, e é sobre um corretor de fundo que fica preso por negar em ajudar na investigação de um caso de fraude em Wall Street. Scorsese é um dos meus diretores preferidos do cinema americano atual, e é claro que confio que saia um bom filme, mas a parceria com o de Niro seria demais...


Agora a merda está completa. Já não bastava tentar levar às telas uma refilmagem do clássico cult Fuga de Nova York, uma pérola da ficção científica oitentista dirigido pelo mestre John Carpenter e com Kurt Russel imortalizando Snake Plinskens, um dos personagens mais legais do cinema de gênero. Agora, a notícia que eu li essa semana no blog Viver e Morrer no Cinema é que quem assumirá a direção é justamente o Brett Retner, um dos diretores mais capacitados em fazer porcarias em Hollywood.



Michael Mann prepara um novo filme e corre rumores que voltará a trabalhar com Will Smith. Os dois fizeram junto o Ali, sobre a vida do boxeador Cassius Clay. Um bom filme, mas menor, na minha opinião, dentro da filmografia de Mann, que já realizou verdadeiras obras primas como Fogo Contra Fogo e Dragão Vermelho (primeira versão, lógico), só pra citar dois exemplos. Parece que o personagem de Smith é um magnata dos meios de comunicação. Vamos aguardar mais notícias pra ver o que sai...

Mais um filme levanta as sobrancelhas dos produtores de Hollywood. O filme em questão é hitman, baseado num jogo de vídeo game, que eu nunca joguei, não sei nem do que se trata direito, a não ser que há um assassino que passa a ser caçado por outros assassinos. O fato é que os produtores do filme não gostaram das cenas de violência do filme. O filme sendo bom ou ruim, esse tipo de notícia me deixa cada vez ais frustrado com Hollywood já que a questão gira em torno de dinheiro. O problema não é a violência, mas sim, quantas pessoas vão deixar de pagar pelo filme por ele ser violento. Daí o filme sofre cortes, censura, etc, só pra poder abranger mais publico e mais dinheiro... ah que saudades do anos 70! E olha que eu nasci em 83... Outro filme que recentemente teve que passar por uma série de corte foi o novo do Tim Burton, Sweeney Todd, onde Johnny Depp faz um barbeiro que corta pescoços. Como eles querem que uma história dessa seja feita sem sangue?

24 de fevereiro de 2007

Especial Oscar 2007.


É pessoas, não tem mesmo muito jeito. É todo ano a mesma ladainha... Quando anunciam os indicados à estatueta dourada, sobram surpresas. Não importa o que digam - nem sempre os cinco indicados são os nomes mais óbvios, os mais festejados, e sequer os que merecem. Fato é que se um filme vier a levar todas as estatuetas a que fora indicado, seriam no máximo seis para enfeitar a sua capa de DVD - o que pode acontecer com A Rainha, Babel, Dreamgirls ou com a grande surpresa da festa: O Labirinto do Fauno. Aliás, surpresa nenhuma, já que a fita de Del Toro foi um dos poucos que mais bem representou o poder da narrativa cinematográfica no ano passado. Pros leitores do cine art, seguem cinco mini-resenhas dos indicados ao Oscar de melhor filme este ano. Façam suas apostas! (;

felipe, editor especial cine art.

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Cartas de Iwo Jima



Letters From Iwo Jima, EUA, 2006. DE Clint Eastwood. COM Ken Watanabe, Kazunari Ninomiya, Tsuyoshi Ohara, Ryo Kase. 140 min. Warner. DRAMA.

Quando Eastwood resolveu recontar a história da tomada da ilha de Iwo Jima pelos americanos durante a Segunda Guerra Mundial, ele certamente não imaginava ir mais além de A Conquista da Honra - que chegou a ganhar força para o Oscar, porém perdeu gás. Mas o cineasta viu uma trama mais rica do outro lado das trincheiras e filmou, quase que simultaneamente e em japonês. Cartas..., que reconstrói o lado perdedor e a vida do general Kuribayashi (Watanabe, magnífico) de maneira delicada e única, superando até mesmo o (bom) longa "americano".
por felipe

Pequena Miss Sunshine


Little Miss Sunshine, EUA, 2006. DE Jonathan Dayton e Valerie Faris. COM Abigail Breslin, Greg Kinnear, Alan Arkin, Toni Collette, Steve Carell, Paul Dano. 101 min. FOX. COMÉDIA.

Alternando o drama melancólico à cenas de humor negro, sempre relacionados às dificuldades de seus personagens, Pequena Miss Sunshine flui perfeitamente ao som da bela trilha sonora, excelentes atores e a direção que envolve o publico de forma sedutora, emocionando, divertindo e tocando em questões importantes da vida, como a união familiar. Impossível não se identificar.

por ronald

A Rainha



The Queen, Inglaterra/França/Itália, 2006. DE Stephen Frears. COM Helen Morren, Michael Sheen, James Cromwell. 97 min. Europa. DRAMA.

Talvez o mais inusitado de todos os indicados, A Rainha surgiu aos poucos (ovacionada no Festival de Veneza, estreou no Reino Unido e, só depois foi percebida pelos críticos americanos) e chega ao Oscar com forte pinta de estraga-festa. O que não deixa de ser extraordinário se levarmos em conta que a obra de Stephen Frears é um retrato íntimo da família real britânica nas semanas que sucederam à morte da ex-princesa de Gales, Diana. Cortesia do diretor de fotografia, o brasileiro Affonso Beato.

por felipe

Os Infiltrados


The Departed, EUA, 2006. DE Martin Scorsese. COM Leo DiCaprio, Jack Nicholson, Matt Damon, Mark Wahlberg, Alec Baldwin. 152 min. Warner. POLICIAL.

Talvez esse seja o ano de Scorsese. Os Infiltrados é o melhor trabalho do diretor em muitos anos e conseguiu reunir um elenco de classe numa frenética trama policial baseado em Conflitos Internos, filme de Hong Kong. Simples, mas muito bem pensado, com um elenco super afiado (Nicholson e Di Caprio estão fenomenais), um roteiro bem escrito com muitas situações envolventes, e uma trilha sonora arrebatadora causou um grade efeito nos fãs do cineasta.


por ronald

Babel

Babel, França/USA/México, 2006. DE Alejandro Gonzáles Iñárritu. COM Brad Pitt, Cate Blanched, Mohamed Akhzam, Peter Wight. 142 min. Paramount. DRAMA.

Dos indicados a melhor filme, Babel é o que possui a proposta mais séria, apesar de ser bastante irregular. Mas é um bom filme e demonstra mais uma vez o talento de Alejandro Gonzáles Iñarritu em filmar dramas humanos em situações extremas. Mas o que incomoda é que Iñarritu e o roteirista Guillermo Arriaga repetem pela terceira vez a mesma fórmula. De certa forma, funciona e conta com momentos e situações criativas, porém parecem cada vez mais óbvias de maneira geral, perdendo aquele tesão que Amores Brutos (00) proporcionou, por exemplo.

por ronald

18 de novembro de 2006

Martin Scorsese

Ontem, o diretor Martin Scorsese, completou 64 anos. E para prestar uma pequena homenagem, um Top 10 com seus filmes de acordo com a opinião desse humilde cinéfilo que vos escreve:


1. Taxi Driver (1976)

2. Touro Indomável (1980)
3. Os Bons Companheiros (1990)
4. Alice Não Mora Mais Aqui (1974)
5. Depois de Horas (1986)

6. Cassino (1995)
7. Caminhos Perigosos (1973)
8. Os Infiltrados (2006)
9. Gangues de Nova York (2002)
10. O Aviador (2004)

6 de novembro de 2006

Os Infiltrados

Os Infiltrados



The Departed, EUA, 2006. DE Martin Scorsese. COM Leonardo DiCaprio, Matt Damon, Jack Nicholson, Martin Sheen, Alec Baldwin, Mark Wahlberg. 152 min. Warner. POLICIAL.

Filme do Scorsese novinho em folha. É de alentar qualquer fã. Principalmente se retorna com o tema que o transformou num dos grandes mestres do cinema americano. O submundo do crime já foi propósito dos melhores trabalhos de Martin Scorsese, vide Caminhos Perigosos (1973), Táxi Driver (1976), Os Bons Companheiros (1990), Cassino (1995), etc. Seus dois últimos filmes não foram tão receptivos pelo público e nem por uma parte da critica. Muitos chegaram a mencionar que Scorsese havia se vendido para a indústria hollywoodiana. Enfim, Gangues de Nova York (2002) e O Aviador (2004) são superproduções hollywoodianas, mas sempre serei um defensor dos dois, essencialmente Gangues de Nova York, que faz um relato histórico do submundo do crime tão abordado por Scorsese.

Os Infiltrados é o remake de Conflitos Internos (2001), filme de Hong Kong, que narra as peripécias da policia infiltrada na máfia e a máfia infiltrada na policia. Galgando para o ocidente, a máfia irlandesa é a bola da vez. Aliás, a película coloca os irlandeses contra a parede durante toda a projeção. Através dos diálogos, uma péssima impressão irlandesa é passada, mesmo que de forma superficial, somente nas conversas, para compor o roteiro, que é muito bem escrito por William Monahan (Cruzada, eca!), repleto de falas afiadas e frases de efeito, com a pieguice de sempre, porém, mais funcional e nostálgico. Em determinados momentos parece filme policial dos anos oitenta. Uma beleza!

Com um orçamento mais limitado, Os Infiltrados torna-se um filme “menor” entre os que estava realizando. Só que, “menor” aqui, é encarado como elogio. É um filme mais simples, porém muito elaborado. A própria direção não possui as imagens rebuscadas e planos característicos do cinema scorsesiano. É uma direção mais sutil onde se destaca o ótimo elenco e o roteiro empanzinado de situações tensas. Além da edição, que faz o filme fluir de maneira ágil, sem se perder em nenhum instante. Apesar de não haver cenas de violência explicita como em Cassino, ou a violência psicológica de Táxi Driver, os fãs não vão se decepcionar com Os Infiltrados, que trás uma boa dose de violência regada a bastante sangue.

Mas o grande atrativo de Os Infiltrados é o elenco. Scorsese deixou o filme por conta dos atores que retribuíram à altura. Jack Nicholson está maravilhoso. É um dos seus melhores papéis em muitos anos como o grande chefão da máfia irlandesa, Frank Costello. Totalmente à vontade para representar e improvisar, Nicholson faz seu personagem ser o mais natural entre todos, apesar de ser estilizado, e arrisco uma indicação ao Oscar de ator coadjuvante. Matt Damon consegue uma atuação competente, felizmente, já que seu personagem tem uma importância tremenda à trama. Ele vive o infiltrado dentro da policia pela máfica irlandesa. Já Leonardo diCaprio surpreende novamente. Parece que a cada parceria com Scorsese, sua arte de interpretar aumenta gradativamente. DiCaprio, bastante expressivo, faz o papel do policial infiltrado na máfia. Se continuar assim, já pode assumir mesmo o posto de Robert de Niro. O resto do elenco só contribui para o bom funcionamento do filme.

Simples, mas muito bem pensado, com um elenco super afiado, um roteiro bem escrito com muitas situações envolventes, causa um grade efeito nos fãs. Os Infiltrados é o melhor trabalho do diretor desde Cassino e já se coloca na minha lista de melhores do ano (será?). Passou na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e já tem estréia comercial confirmada para esse fim de semana. Imperdível.

Por Ronald