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18 de setembro de 2007

Persona

Persona (1966), de Ingmar Bergman

Na opinião deste pobre cinéfilo, é a obra máxima de Bergman. Persona transcende o próprio cinema e a cada revisão, a esperança de entender seus segredos se torna um prazer visual dos mais impressionantes. É descobrir as seqüências de imagens e criação de realidades através de idéias literais, como na cena em que Bibi Anderson narra suas experiências sexuais na praia ou em todas as outras situações em que Liv Ullman e Bibi Anderson abordam sobre a vida, arte, política, a identidade de cada um, de uma forma obscura e onírica.
por Ronald


E no Cine Groove, meu John Carpenter favorito...

9 de agosto de 2007

O grito - Atraves de um espelho

Através de um Espelho



Såsom i en spegel, Suécia, 1961. DE Ingmar Bergman. COM Harriet Andersson, Max von Sydow, Gunnar Björnstrand. 89 min. DRAMA.

A primeira parte de uma trilogia composta também por Luz de Inverno e O Silêncio, realizada pela incansável busca de Bergman por uma interpretação divina. Elaborado ao extremo, em Através de um Espelho, o diretor desenvolve o tema com lucidez e frieza ao mesmo tempo em que constrói uma das cenas mais impressionantes de sua filmografia, quando Harriet Andersson grita “Deus é uma aranha!”.

por ronald



O Grito



Il Grido, Itália, 1957. DE Michelangelo Antonioni. COM Steve Cochran, Alida Valli, Betsy Blair. 116 min. DRAMA.

Abandonado pela mulher, um homem retorna para a terra em que passou a infância numa jornada caminhando pelos vilarejos reconstruindo seu passado. O Grito é uma leitura do melodrama pela visão de Antonioni que extrai de seu roteiro um poderoso conjunto de situações melancólicas captadas com um tratamento plástico visual num preto e branco belíssimo, além de ser um exercício de direção que se tornaria marca registrada a partir de A Aventura, composto pelos famosos tempos mortos

por ronald

7 de agosto de 2007

Morangos Silvestres

Morangos Silvestres



Smultronstället, Suécia, 1957. DE Ingmar Bergman. COM Victor Sjöström, Bibi Andersson, Ingrid Thulin. 91 min. DRAMA.

Um dos filmes mais típicos do modelo Berguiniano, nem por isso deixa de ser uma de suas obras primas. Um velho professor, vivido por Victor Sjostrom (o maior diretor sueco do cinema mudo) faz uma longa viagem de carro e aproveita para reviver momentos pretéritos e tentar, a essa altura da vida, encontrar o fantasma do passado e descobrir o ser humano que ele foi. Morangos Silvestres é um Road Movie que possui bagagem suficiente para intermináveis discursos metafísicos, mas assim como em O Sétimo Selo, é a simplicidade que comprova a virtuosidade de Bergman como realizador.

por ronald

30 de julho de 2007

Bergman

O cine art está de luto.





Ingmar Bergman
1918 - 2007

22 de março de 2007

Saraband

Saraband



Suécia/Itália/Alemanha/Finlândia/Dinamarca/Austria, 2003. DE Ingmar Bergman. COM Liv Ullman, Erland Josephson, Borje Ahlstedt, Julia Dufvenius. 120 min. Sony. DRAMA.

Há quase um quarto de século atrás, Ingmar Bergman anunciava o fim de sua brilhante carreira como diretor de cinema com a realização de Fanny e Alexander (82). De lá pra cá passou a se dedicar ao teatro, à ópera e à televisão. Saraband, que foi lançado no ano passado pela Sony, diretamente em DVD (e com apenas um making off de extra...), faz parte da produção televisiva do cineasta sueco. Na verdade, trata-se de uma espécie de continuação de Cenas de Um Casamento (73), muito embora tenha autonomia suficiente para ser visto independentemente. Os personagens são os mesmos do filme anterior: Marianne (Ullman) e Johan (Josephson). Depois de um casamento de muitos anos, da separação e de um retorno desastrado, os dois se reencontram. Ela vai visitá-lo e se depara com um drama familiar que envolve Henrik, filho de Johan de outro casamento, e Karin, neta do ex-marido.

Como numa cadeia alimentar emocional, por assim dizer, o pai engole o filho, que engole a filha, que por sua vez recorre à ajuda do avô para não capitular. Cria-se aí um círculo vicioso em que todos inventam armadilhas emocionais para manter os outros a sua própria sombra. Marianne assiste e participa desse jogo como uma espectadora ativa, cuidando para que a parte mais frágil e exposta não entre nessa linha de montagem catastrófica. Um Bergman autêntico, maduro, pessimista e muito bem filmado.

por felipe