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13 de outubro de 2007

Hair

Hair (1979), de Milos Forman



Guerra do Vietnã, preconceito, repressão, sexo livre, drogas, liberdade de expressão, a década de 60, a contra-cultura, elementos que já foram abordados em inúmeros filmes, peças de teatro, músicas e afins. Mas poucos filmes, pelo menos que eu tenha assistido, retrata o movimento hippie e/em sua época com tanto sentimento e carisma como Hair. Embora a obra tenha sido feita em uma época onde o movimento hippie já havia perdido suas forças, Milos Forman faz questão de mostrar o modo de vida, os pensamentos e a cultura de um grupo de hippies que ficam amigos de um rapaz que veio do interior para se apresentar ao exército e partir para o Vietnã. O filme é um musical baseado numa peça da Broadway de mesmo nome, e conta com músicas maravilhosas, com letras que falam desde paz e amor até sobre beleza dos homens brancos e morenos. Com personagens cativantes e um eleco que encarna e entende o espírito e a essência do movimento hippie. Obra master de Milos Forman que merece ser assistida o maior número de vezes possível, conta com um final inesperado e surpreendente e que dá o tom de perfeição ao filme. Obrigatório para qualquer colecionador e cinéfilo.

por Monsenhor



E pra relaxar, um desabafo da Sessão Carrancuda - Edição nº 3...


Terrível! Simplesmente terrível! Gostaria que as pessoas que assistiram esse filme e gostaram de verdade comentassem aqui. O filme, realmente é terrível. Pra quem não viu, conta a historia de um cara pobre e desempregado que arrumou trabalho e pra trabalhar precisava de uma bicicleta, ele vende as coisas da casa pra comprar a bicicleta que lhe é roubada, assim sem dinheiro, emprego e bicicleta ele vai a rua com seu filho atrás da bicicleta, e pronto, não é mais nada alem disso. Procuram, perguntam, correm atrás, conversam, mas nada alem disso podem fazer, no final da historia não acham nem bicicleta e nem tem resposta se o cara conseguiu alguma coisa na vida ou morre de fome, simplesmente acaba o filme. TERRÍVEL! Sem ação ou emoções o filme começa a ficar repetitivo e monótono, sem mais o que fazer, o filme começa de um jeito e termina do mesmo, o típico filme que você assiste e diz para você mesmo: pronto assisti, agora nunca mais!

por Romulo, o Carranca

26 de agosto de 2007

O Fantasma de Goya

O Fantasma de Goya (Goya's Ghosts), de Milos Forman



Não é uma cinebiografia do famoso e polêmico pintor espanhol Francisco Goya, cujo trabalho escandalizou a igreja católica e retratou muito bem a ocupação francesa na Espanha no período da Revolução francesa e é justamente estes dois elementos que formam o pano de fundo de O Fantasma de Goya para narrar uma história que possui o artista somente como um dos protagonistas, da mesma forma que o diretor havia feito em Amadeus, por exemplo e diferente de O Povo contra Larry Flint, que é, definitivamente, uma biografia. Não vale a pena dissertar sobre a história para não estragar a surpresa, que não possui nada demais, mas é um mistério, já tendo em vista que não se trata de uma cinebiografia. Vale destacar as atuações do trio protagonista, principalmente Natalie Portman, além de todo trabalho de recriação histórica. A direção de Milos Forman, apesar de ainda segura, já não surpreende tanto como os filmes de início de sua carreira como Um Estanho no Ninho e Amores de uma Loira, assim como as ultrapassadas críticas contra a igreja católica já não trazem nada de novo. Funciona mais como uma história bem contada, o que seria um destaque há alguns anos, mas não em 2007, um bom ano para o cinema que já lançou por aqui obras como Medos Privados em Lugares Públicos, A Comédia do Poder, Cartas de Iwo Jima, O Hospedeiro, Zodíaco, entre outros.

por ronald