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24 de dezembro de 2007

Rapidinhas

Rapidinhas:

Valente, de Neil Jordan: Versão feminina de Desejo de Matar no melhor estilo Vigilant Movie. Jodie Foster exterioriza um trauma violento com uma arma carregada pelas noturnas ruas de Nova York enquanto o diretor irlandês Neil Jordan exercita seu estilo e não poupa o publico de um banho de sangue.

30 Dias de Noite, de David Slade: O grande problema aqui é a irregularidade. No meio de tanto lixo, encontra-se boas seqüências de violência visual, além da excelente fotografia de Jo Willems, tudo desperdiçado num roteiro idiota com personagens imbecis.

Redacted, de Brian De Palma: Pretendo detalhar futuramente. Se trata de uma versão mais realista de um acontecimento similar ao do filme Pecados de Guerra, também do De Palma. Aqui ele utiliza vídeos encontrados na internet e uma linguagem pseudo-documental para expor com veracidade os horrores da guerra do Iraque e o papel das novas mídias em meio às situações abordadas. O resultado é mais assustador que muito filme de terror por aí.

Senhores do Crime, de David Cronenberg: O genial diretor canadense surpreende mais uma vez com essa história séria e simples, mas incrementada com as idiossincrasias cronenberguianas e Viggo Mortessen repete a parceria com o diretor em seu melhor desempenho. O balé performático da violência estética na cena da sauna já nasceu antológico! Devo escrever mais sobre ele também...

13 de novembro de 2007

trailer do novo Cronenberg

Por que não lançam logo essa maravilha
nos cinemas, simplesmente?



22 de julho de 2006

Filhos do Medo

Os Filhos do Medo



The Brood, CAN, 1979. DE David Cronenberg. COM Oliver Reed, Samantha Eggar, Art Hindle. 92 min. Mutual. HORROR.

Com Os Filhos do Medo, o diretor David Cronenberg fecha sua trilogia de Horror’s B movies. O filme não decepciona (longe disso, aliás), porém é o mais fraco da trilogia. Mas tudo deve ser colocado numa balança. Enquanto Calafrios e Rabid foram realizados de maneira informal, com a cara de filme trash e a marca escatológica e criativa de Cronenberg presente em todas as cenas, Os Filhos do Medo já se apresenta como um filme mais sério e calculado.

E é exatamente por isso que Os Filhos do Medo consegue ser mais assustador que os filmes anteriores. Claro que assustador não é padrão de qualidade, mas se tratando de Cronenberg, algumas tomadas já valem o filme inteiro. Nas duas primeiras partes da trilogia, a fórmula que Cronenberg usou foi de mostrar situações de maneira mais visual, violenta e explicita, sem se preocupar com o que poderia ser ridicularizado, deixando apenas a criatividade funcionar não gerando momentos assustadores, apenas aquela sensação perturbadora durante todo o filme. Mas violência é o que não falta em Os filhos do Medo, principalmente no grande final, típico cronenberguiano. O fato que é que os três filmes formam uma trilogia maravilhosa que mistura todas as características visuais e psicológicas que transformariam Cronenberg no diretor que é hoje.

Por Ronald

9 de julho de 2006

Rabid

Rabid



CAN, 1977. DE David Cronenberg. COM Marilyn Chambers, Frank Moore, Joe Silver. 91 min. Cinépix. HORROR.

Em Rabid, David Cronenberg dá continuidade ao processo de realizar filmes de baixo orçamento com elementos de horror e ficção científica, assim como fez em Calafrios (1975). Logo após um acidente automobilístico, Rose vai parar num hospital especializado em cirurgias plásticas onde fazem uma experiência de restauração de tecidos com a moça acidentada. Claro que a experiência traz resultados inesperados que causará transtornos à vida de muita gente. Não vale a pena entrar em detalhes, é preciso ver para crer. Mas quem já teve o privilégio de assistir, sabe da bizarrice que os espera.

Rabid é o segundo filme de David Cronenberg e já mostra com clareza a firmeza e a criatividade da direção e da forma como conduz os fatos. O filme é estrelado pela porn-star Marylin Chambers, que não é lá grande atriz (só se for enquanto está sendo penetrada, daí eu não sei, nunca vi nenhum filme dela, enfim...), mas consegue uma competente atuação dando vida para uma personagem que praticamente não fala o filme inteiro. Mas nada surpreendente. Surpreendente, aliás, é a imaginação de Cronenberg em, mais uma vez, utilizar a violência de forma bastante visual. Mesmo sendo Inferior a Calafrios, Rabid consegue não apenas ser mais um grande filme entre a ótima filmografia do diretor canadense, é obrigatório pra qualquer fã que se preze.

Por Ronald

3 de julho de 2006

Calafrios e The Killer

The Killer

½

Dip hyut shueng hung, Hong Kong, 1989. DE John Woo. COM Chow Yun-Fat, Danny Lee, Sally Yeh. 111 min. Betta. AÇÃO.



The Killer, novamente com Chow Yun-Fat, conta a história de um assassino de aluguel (Jefrey Chow, aka Mickey Mouse), frio e sem medo na hora de matar, mas cheio de remorsos por uma vida com rastros de sangue no caminho. Porém, tudo vira de cabeça para baixo quando, por acidente, uma inocente cantora perde a visão, por consequencia de um tiro disparado por Jefrey. Até então, todas as características que nomearam John Woo estão presentes, mas é partir desse momento que o diretor destaca a construção e o desenvolvimento dos personagens no decorrer do filme. Detalhe que eu não havia mencionado anteriormente em Hard Boiled, mas também estava fortemente presente. The Killer, à maneira de John Woo, mostra a construção de uma amizade muito interessante entre o policial que persegue Jefrey, e também o valor da amizade que ele tem com seu contato para realização dos trabalhos. Melosamente, porém de uma forma até mesmo convincente e emocionante as amizades vão se formando. Há também um elo muito interessante formado entre Jefrey e a cantora que perdeu a visão. Jefrey, claro que cheio de remorso, faz de tudo para ajudar a moça que ele mesmo feriu. Quando ela descobre que foi Jefrey quem a feriu, ela não fica apavorada, simplesmente entende a dor de Jefrey e o ajuda em sua jornada.

Não posso deixar de comentar, a ação do filme é alucinante. Mesmo com menos frequencia do que em Fervura Máxima, não desaponta, na verdade até mesmo surpreende. Como no final do filme (sempre no final), onde o tiroteio "rola solto" e há uma movimentadíssima cena de ação, com mortes sangrentas e algumas até mesmo tristes. Pois bem, outro filmaço da época de ouro de John Woo. Se puderem, assistam, e pra quem já viu, reveja.
Por Monsenhor


Calafrios



Shivers, CAN, 1975. DE David Cronenberg. COM Paul Hampton, Joe Silver, Lynn Lowry. 87 min. Cinépix. HORROR.

Antes de se tornar um dos diretores mais respeitados atualmente, David Cronenberg realizou vários filmes de horror de baixo orçamento, com histórias sem qualquer complexidade de seus filmes futuros, mas uma criatividade na direção que mostrava um estilo diferente e único que se destacaria a cada trabalho do diretor canadense. Em Calafrios, um verme parasita transmite uma compulsão sexual nos moradores de um luxuoso edifício isolado numa ilha. Os “infectados” passam a agir como zumbis em busca de sexo frenético. Uma bizarrice só!

Mas é interessante a forma como Cronenberg conduz seu filme com originalidade e competência, até mesmo na utilização dos efeitos especiais e maquiagens, já que foi feito quase sem recurso. O filme surpreende com a violência e a escatologia como elementos visuais e explícitos. Calafrios é a primeira parte de uma trilogia de Trash-B-Movies. Os outros filmes são Rabid (77) e Os Filhos do Medo (79).
Por Ronald

16 de março de 2006

David Cronenberg


Ontem, dia 15 de março, o diretor Canadense David Cronenberg aniversariou e completou 63 anos de uma vida de recheada de bizarrices cinematográficas. Calafrios (1975), Rabid (1977) e Filhos do Medo (1979) fizeram de David Cronenberg um cineasta cult entre os admiradores dos filmes de Horror e Ficção Científica. Mas foi em Scanners (1981), Videodrome (1983) e A Hora da Zona Morta (1983) que ele conseguiu popularidade sem comprometer o enfoque característico de seus filmes. Já na refilmagem do clássico A Mosca (1986), foi notável pela sua compaixão com os personagens e o tema. Em Gêmeos – Mórbida Semelhança (1988) mostrou sua profundidade como roteirista, sendo escolhido tanto para adaptar quanto para dirigir o “infilmável” livro, O Almoço Nu, de William Burroughs, no seu Mistérios e Paixões (1991). Dramas humanos com características bizarras e mórbidas como M Butterfly (1993) e Crash – Estranhos Prazeres (1996) demonstraram a segurança de Cronenberg em recriar atmosferas densas em situações dramáticas. Em eXistenZ (1999) Cronenberg volta à ficção cientifica sem perder o vigor e em Spider (2002) realiza um incrível suspense psicológico. Em 2005 nos presenteou com seu ultimo trabalho lançado, Marcas da Violência, um violento drama familiar e um dos melhores filmes de sua carreira.

Dos filmes que eu vi, segue um Top Cronenberguiano:

Mistérios e Paixões
Crash - Estranhos Prazeres
Marcas da Violência
A Mosca 1/2
Videodrome 1/2
Calafrios
eXistenZ
Spider
Por Ronald Perrone