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8 de junho de 2006

Melhores do Ano - 1º Semestre

Chegamos no mês de Junho, ou seja, a metade do ano de 2006. Muitos filmes têm estreado no Brasil até esse exato momento. A maioria, como de costume, porcarias intragáveis, mas até que deu pra completar uma listinha com 10 ótimos filmes de 2006. Grandes obras ainda podem estrear esse ano nos nossos cinemas ou em festivais de circuito mais fechado como os novos filmes de David Lynch, Clint Eastwood, Oliver Stone, Almodovar, e muitos outros. Se isso realmente acontecer, prevejo eu que esta relação deverá mudar. Bom, enfim, segue a lista:


1. Caché (Michael Haneke)

2. A Criança (Jean Pierre e Luc Dardene)
3. Last Days (Gus Van Sant), na verdade, nem sei se esse foi lançado por aqui. Como eu vi esse ano, entrou.
4. O Sabor da Melancia (Tsai Ming Liang)
5. Flores Partidas (Jim Jarmusch)
6. A Dama de Honra (Claude Chabrol)
7. Munique (Steven Spielberg)
8. O Segredo de Brokeback Mountain (Ang Lee)
9. Ponto Final (Woody Allen)
10. 5x2 (François Ozon)

Outros filmes interessantes que passaram por aqui nesta temporada: A Lula e a Baleia (Noah Baunbach), Junebug (Phil Morrison), O Plano Perfeito (Spike Lee), O Novo Mundo (Terrence Malick), Três Enterros (Tommy Lee Jones), entre outros que não me recordo agora....
Por Ronald Perrone

30 de abril de 2006


Hoje, o maior gênio do cinema na atualidade, Lars Von Trier, completa 50 anos de vida!

Top Lars Von Trier:

1. Dançando no Escuro (2000)

2. Ondas do Destino (1996)
3. Dogville (2003)
4. Europa (1991)
5. Os Idiotas (1998)
5. Manderlay (2005)
6. O Elemento do Crime (1984)
7. Medea (1989)

22 de abril de 2006

Top 20 anos 80

Mesmo não fazendo parte da Super Liga dos Blogues Cinematográficos, resolvi fazer uma relação pessoal dos 20 melhores filmes dos anos 80. Procurei me lembrar dos filmes que me marcaram na época e também os vistos e revistos recentemente. Enfim, uma lista bastante eclética contendo filmes alternativos, comerciais, dramas, terror, suspense policial, Fellini e até Tarkovski. Não possui qualquer ordem específica, salvo o primeiro lugar que pertence a Paris, Texas:


Paris, Texas (Win Wenders, 84)

Touro Indomável (Martin Scorsese, 80)
Veludo Azul (David Lynch, 86)
Era Uma Vez na América (Sérgio Leone, 84)
Blade Runner (Ridley Scott, 82)
Asas do Desejo (Win Wenders, 87)
Videodrome (David Cronenberg, 83)
O Enigma de Outro Mundo (John Carpenter, 82)
Viver e Morrer em Los Angeles (Willian Friedkin, 85)
Um Tiro na Noite (Brian de Palma, 84)
Crimes e Pecados (Woody Allen, 89)
Nascido para Matar (Stanley Kubrick, 87)
Os Caçadores da Arca Perdida (Steven Spielberg, 81)
O Homem Elefante (David Lynch, 80)
Depois de Horas (Martin Scorsese, 86)
Ran (Akira Kurosawa, 85)
Zelig (Woody Allen, 83)
Nostalgia (Andrei Tarkovski, 83)
Agonia e Glória (Sam Fuller, 80)
Cidade das Mulheres (Federico Fellini, 80)

Claro que existem ainda alguns filmes que foram lembrados e que até mereciam um lugar na lista. Mas por um motivo ou outro, ficaram de fora. Porém eu faço aqui uma menção honrosa à filmes como Os Intocáveis (Brian de Palma, 87), Hannah e Suas Irmãs (Woody Allen, 86), O Império do Sol (Steven Spielberg, 87), ZOO (Peter Greenaway, 86), O Sacrifício (Andrei Tarkovski, 86), Estranhos no Paraíso (Jim Jarmusch, 84), Drugstore Cowboy (Gus Van Sant, 89), O Iluminado (Stalney Kubrick, 80) e até mesmo Mad Max II (George Miller, 81), e muitos outros...

Por Ronald

16 de março de 2006

David Cronenberg


Ontem, dia 15 de março, o diretor Canadense David Cronenberg aniversariou e completou 63 anos de uma vida de recheada de bizarrices cinematográficas. Calafrios (1975), Rabid (1977) e Filhos do Medo (1979) fizeram de David Cronenberg um cineasta cult entre os admiradores dos filmes de Horror e Ficção Científica. Mas foi em Scanners (1981), Videodrome (1983) e A Hora da Zona Morta (1983) que ele conseguiu popularidade sem comprometer o enfoque característico de seus filmes. Já na refilmagem do clássico A Mosca (1986), foi notável pela sua compaixão com os personagens e o tema. Em Gêmeos – Mórbida Semelhança (1988) mostrou sua profundidade como roteirista, sendo escolhido tanto para adaptar quanto para dirigir o “infilmável” livro, O Almoço Nu, de William Burroughs, no seu Mistérios e Paixões (1991). Dramas humanos com características bizarras e mórbidas como M Butterfly (1993) e Crash – Estranhos Prazeres (1996) demonstraram a segurança de Cronenberg em recriar atmosferas densas em situações dramáticas. Em eXistenZ (1999) Cronenberg volta à ficção cientifica sem perder o vigor e em Spider (2002) realiza um incrível suspense psicológico. Em 2005 nos presenteou com seu ultimo trabalho lançado, Marcas da Violência, um violento drama familiar e um dos melhores filmes de sua carreira.

Dos filmes que eu vi, segue um Top Cronenberguiano:

Mistérios e Paixões
Crash - Estranhos Prazeres
Marcas da Violência
A Mosca 1/2
Videodrome 1/2
Calafrios
eXistenZ
Spider
Por Ronald Perrone

28 de janeiro de 2006

Prewiew 2006

Em tempo, 2006 se inicia, e eu começo a pagar aqui a minha língua... Segundo estatísticas nada comprovadas, cerca de 2.500 filmes entrarão em cartaz no planeta ao longo dos vindouros doze meses. Obviamente não verei todos. Ao menos não neste ano. Daí fiz uma pequena setlist do que quero de fato ver. Sim, é uma lista, e daí?

Brokeback Moutain

Munique

Capote

The Libertine

Boa Noite e Boa Sorte

Syriana

Superman - O Retorno

Silent Hill (porque eu jogava Silent Hill, ora!)

The Departed

300

Grind House (Tarantino e Rodriguez? Ahhhhhhhhhhhhhh!)

The Black Dhalia

X-Men 3

Chronicles

Sin City 2 (claro, ora.)

The Good German

Inside Man

The Fountain (não perco Aronofski no seu primeiro blockbuster nunca!)

O Código Da Vinci

Southland Tales (Richard Kelly e The Rock?! Não perco também!)

V for Vendetta (na cara, né?)

Lady in the Water (porque eu gosto de Shyamalan)
felipe, editor cine art



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Soldado Anônimo



Jarhead, EUA, 2005. DE Sam Mendes. COM Jake Gyllenhaal, Peter Sarsgaard, Jamie Foxx, Chris Cooper, Dennis Haysbert. 123 MIN. UIP. DRAMA

Quando o diretor de Beleza Americana anunciou que faria um filme sobre a Guerra do Golfo, os liberais soltaram fogos de artifício - afinal, um iglês inteligente e sem medo de colocar o dedo na ferida seria mais que bem-vindo para criticar a presença americana no Iraque e a posterior invasão àquele país. Ao final de Soldado Anônimo, a única hora em que lembramos que os Estados Unidos passaram por cima da ONU há três anos para "encontrar armas de destruição em massa" é na frase derradeira do protagonista, o mariner Tony Swofford: "Ainda estamos no deserto". Claramente despolitizado - para desapontamento de muitos -, o filme de Sam Mendes bebe da fonte de Apocalipse Now e Nascido para Matar (a cena inicial é uma hoemnagem explícita) para mostrar que a guerra é estrelada também por inocentes, recrutados em seus destinos de peões de um maquinário bilionário por peixes tão graúdos em seus destinos que não deixam suas salas com ar-condicionado nem mesmo para tomar um café.

O atestado de Soldado Anônimo é claro e fica mais interessante com um pouco mais de degustação pós-filme. Mendes não soca o telespectador com sangue e não cria soldados em ação. Ele mostra que muitos daqueles jovens estão no deserto por falta de opções, por desesperança pelo futuro e pela criação do país. O longa triunfa por criar seres humanos como qualquer outro, treinados para combater, mas que nunca chegam ao clímax por estar diante de uma guerra muito maior por trás dos panos. Ficamos com ótimas frases de efeitos ("Me alistei porque me perdi no caminho entre o colégio e a faculdade, senhor!") situações redentoras (quando toca "Break on Through", do The Doors, Swofford exige uma canção própria, já que aquela era do Vietnã) e desesperadoras. Trocando o muck pela humanização, Soldado Anônimo perde em termos cinematográficos, em contrapartida, ganha muito no quesito originalidade.
Por Felipe Mappa