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21 de maio de 2008

Enquanto isso...



...Dario Argento vai preparando Giallo, uma das obras mais aguardadas dos próximos anos.

26 de março de 2008

La Terza Madre (2007), de Dario Argento

É bem verdade que deveriam proibir o uso de computação gráfica nas mãos de diretores como Dario Argento, mas até que ele soube não decepcionar aqueles que, desde Ópera, esperam uma obra marcante. Não que seus filmes dos anos 90 sejam ruins (Trauma é muito bom), ou os ótimos trabalhos feitos para televisão, mas é fato que o diretor não obteve os mesmos resultados que suas produções dos anos 70 e 80. La Terza Madre fecha a Trilogia das Bruxas com estilo e um elevado nível de violência explícita que fará a alegria dos fãs do cineasta. Sem contar a bela presença de Asia Argento. O enredo é bem simples, mas supre muito bem a necessidade de ser um veículo para que o diretor demonstre forte potencial como realizador de imagens impactantes.

7 de fevereiro de 2008

Os Olhos Sem Rosto (1960), de Georges Franju: Consagrado como obra prima do horror mundial, narra a bizarra história de um famigerado médico cirurgião que faz de tudo para reconstruir o rosto de sua bela filha, desfigurada por um terrível acidente. Nem que, para isso, tenha de cometer seqüestros de lindas jovens e as utilizar como cobaias, retirando os músculos faciais das pobres moças, o que gera, com muito realismo, seqüências de verdadeiro impacto visual. O diretor francês Georges Franju, com as imagens fantásticas que cria, ainda dá um tom poético à aterrorizante história obrigatória para os amantes do horror.

Phenomena (1985), de Dario Argento: Mais um excelente trabalho do italiano que mistura elementos do giallo com um toque sobrenatural ambientado nos belos Alpes suíços. É neste ambiente que acontece uma série de misteriosos assassinatos que coloca em risco a vida de Jeniffer, uma jovem americana residente de um colégio interno e que possui a capacidade telepática de se comunicar com insetos, sendo considerada uma aberração pelas colegas. Ainda adolescente, Jeniffer Connely é quem dá vida á personagem e já demonstra um incrível talento ao se colocar em situações extremas, como na perturbadora cena em que cai num tanque cheio de um denso líquido de restos humanos. Argento, com seu estilo único de filmar, nos brinda com um verdadeiro banho de sangue e violência gráfica da melhor qualidade.

por ronald

19 de junho de 2007

Mansão do Inferno

Mansão do Inferno



Inferno
, Itália, 1980. DE Dario Argento. COM Leigh McCloskey, Irene Miracle, Eleonora Giorgi. 107 min. HORROR.

Mansão do Inferno é a segunda parte da incompleta trilogia das três mães Bruxas que Argento iniciou nos anos setenta com Suspíria. Ainda neste ano de 2007, após quase duas décadas e meia, o diretor italiano vai finalizar a terceira parte com Mother of Tears, um dos filmes mais aguardados. A trama em Mansão do Inferno, mais uma vez, é muito simples e com personagens superficiais. Trata de uma jovem escritora que vive num antigo prédio em Nova York. Mas após ler um livro escrito por um arquiteto que diz ter construído as residências de três bruxas, vários acontecimentos misteriosos começam atormentá-la e várias situações indicam que aquele velho edifício onde vive, é uma dessas “casas de bruxas” construídas pelo tal arquiteto. É interessante o estilo que Argento desenvolve em seus filmes em nunca se aprofundar demais nos personagens, pois isso cede espaço para que o diretor possa criar reviravoltas interessantes e matar personagens que até certo ponto, pareciam protagonistas, além de realizar com mais intensidade seu virtuoso exercício de direção abusando da violência gráfica e do experimentalismo, principalmente em alguns elementos básicos como enquadramentos, cores berrantes e o som atmosférico como é caso de Mansão do Inferno, um essencial exemplar da filmografia do diretor.

por ronald

18 de março de 2007

Profondo Rosso

Prelúdio para Matar, aka Profondo Rosso, aka Deep Red



Profondo Rosso, ITA, 1975. DE Dario Argento. COM David Hemmings, Daria Nicolodi, Gabriele Lavia. 126 min. TERROR.

É interessante como nas mãos de Dario Argento, um filme com a premissa tão básica, torna-se tão singular. Já houve um desgaste em histórias onde um homem normal testemunha um assassinato e investiga o crime por conta própria. Inclusive, o próprio Argento abusa dessa história em vários trabalhos, como em seu primeiro filme, O Pássaro de Plumas de Cristal, por exemplo, e aqui, repete a mesma fórmula.

Profondo Rosso é um Giallo, sub gênero que identificava os filmes italianos de suspense onde assassinos em série fazem a alegria da moçada com seus objetos cortantes e pontiagudos entrando sem piedade na carne de moças indefesas. O gênero tem como maior representante o próprio Argento, grande contribuinte com verdadeiros clássicos do Giallo, como é o caso de Profondo Rosso, onde David Hemmings interpreta um pianista que resolve investigar um assassinato que testemunhou. Para isso, conta com a ajuda de uma repórter e vários outros personagens que de acordo com seus envolvimentos com a trama, acabam com o mesmo destino da primeira vítima.

O filme é uma aula de direção e estética. Argento é bastante pictórico e se preocupa com seus enquadramentos e a decupagem de cada cena. A narrativa evolui em cima da virtuose da direção, destacando sempre os momentos de suspense e é claro, as cenas de assassinatos onde Argento expõe a violência gráfica com bastante sangue e originalidade. Além de uns planos detalhes incríveis de objetos pequenos por onde a câmera passeia com fluidez. Apesar de possuir uma trama muito simples, o roteiro sugere algumas sacadas bastante inteligentes como a cena do banheiro e as paredes embaçadas de vapor e o caso do sumiço de um quadro esclarecido no desfecho.

por ronald

3 de janeiro de 2007

Suspiria

Em homenagem ao meu conterrâneo, o capixaba por trás do Blogue Epílogo:

Suspiria



ITA, 1977. DE Dario Argento. COM Jessica Harper, Stefania Casini, Udo Kier. 98 min. HORROR.

O diretor italiano Dario Argento foi um dos principais idealizadores do Giallo, subgênero do suspense onde assassinos misteriosos com suas luvas pretas atacam mulheres indefesas com objetos cortantes e pontiagudos. Suspiria é primeiro trabalho de horror do diretor que não se enquandra no gênero citado acima, e talvez seja seu melhor filme.

Brincando com o sobrenatural pela primeira vez, Argento realiza uma obra ímpar do gênero devido às surpreendentes cenas pertubadoras criadas em conjunto com uma direção de arte extremamente elaborada e a trilha sonora (do grupo Goblin e do próprio Argento) que contribui com sons bizarros para fomar a atmosfera de terror.

Argento é um esteta simétrico. Seus enquadramentos pictóricos com os cenários surreais repletos de cores fortes que sufocam os personagens demonstram um talento artístico próprio que o destaca dentre os vários diretores do gênero, subtraindo poucos, como um Fulci ou um Bava, entre outros esporádicos. Nas cenas onde "pega pra capar", o diretor mostra sua virtuosidade, como na primeira morte do filme onde uma mulher é esfaqueada diversas vezes no peito até seu coração ficar exposto e o assassino continua apunhalando o órgão. Ou nos dez minutos finais, um dos mais assustadores que já vi, onde até o psicológico é abalado e o coração quase sai goela à fora.

Por Ronald

7 de setembro de 2006

Dario Argento

Outro diretor que comemora aniversário no mês de setembro (hoje pra ser exato) é o mestre do horror Dario Argento que completa 66 anos de idade. Na foto, Dario (à esquerda) no set de filmagem de Terror na Ópera (1987).

2 de julho de 2006

O Pássaro das Plumas de Cristal

O Pássaro das Plumas de Cristal



Uccello dalle piume di cristallo, L', ITA, 1970. DE Dario Argento. COM Tony Musante, Suzy Kendall, Enrico Maria Salerno. 98 min. CCC. SUSPENSE.

Filme de estréia da carreira do diretor Dário Argento e a primeira parte de uma trilogia onde sempre há um nome de animal no título. Os outros são O Gato de Nove Caudas (71) e Quatro Moscas no Veludo Cinza (71). Repleto de citações a Hitchcock, O Pássaro das Plumas de Cristal conta a história do escritor americano que acaba sendo testemunha ocular de um assassinato de uma mulher por uma pessoa misteriosa. Como a policia não ajuda muito no caso, os crimes vão acontecendo um atrás do outro enquanto o escritor tenta investigar o crime por conta própria.

Dario Argento foi um dos idealizadores do subgênero chamado Giallo, filmes que traziam como tema assassinatos sinistros, de preferência de mulheres indefesas e assassinos implacáveis com luvas pretas. Todos esses elementos compõem perfeitamente a trama de O Pássaro das Plumas de Cristal e ajudam a desenvolver o estilo único de Argento, que acabou influenciando diretores de todo mundo nos anos 80.

Antes desse filme, Argento já havia trabalhado como roteirista no maravilhoso Era uma Vez no Oeste (68), de Sérgio Leone. Com isso, conheceu grandes figuras que deram suas contribuições artísticas ao filme, como genial diretor de fotografia Vittorio Storaro e o maior maestro do cinema, Ennio Morricone. Enfim, apesar das imperfeições e do final insatisfatório, O Pássaro das Plumas de Cristal não é mais um filme qualquer de suspense dos anos setenta, é um verdadeiro clássico do gênero.
Por Ronald

23 de fevereiro de 2006

Crime Delicado e Masters Of Horror

Crime Delicado



Brasil, 2005. DE Beto Brant. COM Marco Ricca, Lílian Taublib, Felipe Ehrenberg, Maria Manoella. 87 min. Downtown. DRAMA.

Quarto longa de Brant, Crime Delicado é um projeto conjunto do diretor e do protagonista da fita, Marco Ricca. Desta vez, Brant não seduz o espectador com uma trama ágil e policialesca, entregando, em vez disso, uma obra com ritmo mais lento, que pede para ser assistida ao invés de se impor como uma crônica pitoresca da violência na linha dos anteriores (e excelentes) Os Matadores, Ação Entre Amigos e O Invasor. Na trama, um crítico teatral culto e bem articulado (Ricca, mostrando por que é um dos melhores atores de sua geração), mas emocionalmente obtuso, se envolve com uma jovem que, ironicamente, não se enquadra em seus obsessivos parâmetros de estética e perfeição. É o início de um pesadelo moral, culminado em uma acusação de estupro e na lenta degradação psíquica do personagem.

Tem textura de “filme de arte”, mas carrega uma mensagem suficientemente forte para estimular o debate e desnudar preconceitos arraigados que habitam o inconsciente de todos nós.
Por Felipe Mappa

Masters of Horror

Episódio 1 – Incident on and of a Mountain Road



Com aproximadamente 60 min de duração para o desenvolvimento de uma trama, alguns episódios começam com tensão a toda velocidade e com objetividade. Incident on and of a Mountain Road, dirigido por Don Coscarelli, é assim. E é justamente esse o motivo que decepciona. A história é muito boa, mas a narrativa em flashbacks ao invés de criar expectativas para o final, deixou a história com um tom meloso quebrando o ritmo de tensão que deveria ter no fim do episódio intercalando imagens de tranqüilidade que deveriam ser do começo.

Episódio 2 – Dream’s in the Witch House



Não tem aquelas velhas histórias de bruxa e casas assombradas que já não nos assustam mais? Então, o segundo episódio da série Masters of Horror dá uma renovada no assunto e até consegue dar bons sustos, envolvendo uma bruxa e um rato com cabeça humana. É difícil dissertar sobre a história sem estragar as surpresas, mas o que dá pra ressaltar é que conta com um estudante que aluga um quarto numa mansão misteriosa onde quase todos os habitantes possuem aspectos e maneiras bizarras e acaba se envolvendo em uma misteriosa trama. O diretor desta vez é Stuart Gordon, que faz uma mistura interessante com o horror puro e sanguinário com um incrível suspense psicológico.

Episódio 3 – Dance of the Dead

1/2

Até onde eu conheço, o ultimo trabalho legal de Tobe Hooper foi o clássico do terror, O Massacre da Serra Elétrica. Mas em Dance of the Dead, Hooper demonstra uma segurança naquilo que faz e consegue criar uma atmosfera interessante para narrar o seu episódio. Num futuro apocalíptico, uma jovem ingênua conhece um rapaz “barra pesada” criando uma estranha relação entre os dois. O filme conta com a presença sempre competente de Robert 'Freddy Kruger' Englung. A edição é bacana e possui umas imagens distorcidas que às vezes dão uma sensação de desconforto. É um episódio fraco para a série, não chega a ser empolgante e tem seus momentos falhos e desnecessários, mas não chega a decepcionar.

Episódio 4 – Jennifer

1/2

Este é o episódio do consagrado diretor italiano Dario Argento, um nome de peso entre os mestres do horror mundial. Isso prova que estamos bem servidos da série Masters of Horror. Jennifer é uma moça muito boazinha. É educada e um pouco tímida. Talvez seja por isso que o policial Frank quis adotá-la após salvar sua vida. Mesmo depois de ver o rosto deformado de Jennifer, Frank fica obcecado por ela (já que, beleza não é tudo). Porém, tudo começa piorar quando Frank descobre os hábitos alimentares da moça. Gatos e criancinhas não são pratos que Frank estava acostumado a digerir. Dario Argento dirige como um mestre seus atores e arranca de Steven Weber (Frank) uma atuação excelente. Ao final uma situação de hipérbole de violência e morte em um dos mais intrigantes episódios da série.
Por Ronald Perrone