

...Dario Argento vai preparando Giallo, uma das obras mais aguardadas dos próximos anos.
Os Olhos Sem Rosto (1960), de Georges Franju: Consagrado como obra prima do horror mundial, narra a bizarra história de um famigerado médico cirurgião que faz de tudo para reconstruir o rosto de sua bela filha, desfigurada por um terrível acidente. Nem que, para isso, tenha de cometer seqüestros de lindas jovens e as utilizar como cobaias, retirando os músculos faciais das pobres moças, o que gera, com muito realismo, seqüências de verdadeiro impacto visual. O diretor francês Georges Franju, com as imagens fantásticas que cria, ainda dá um tom poético à aterrorizante história obrigatória para os amantes do horror.
Phenomena (1985), de Dario Argento: Mais um excelente trabalho do italiano que mistura elementos do giallo com um toque sobrenatural ambientado nos belos Alpes suíços. É neste ambiente que acontece uma série de misteriosos assassinatos que coloca em risco a vida de Jeniffer, uma jovem americana residente de um colégio interno e que possui a capacidade telepática de se comunicar com insetos, sendo considerada uma aberração pelas colegas. Ainda adolescente, Jeniffer Connely é quem dá vida á personagem e já demonstra um incrível talento ao se colocar em situações extremas, como na perturbadora cena em que cai num tanque cheio de um denso líquido de restos humanos. Argento, com seu estilo único de filmar, nos brinda com um verdadeiro banho de sangue e violência gráfica da melhor qualidade. por ronald
Mansão do Inferno é a segunda parte da incompleta trilogia das três mães Bruxas que Argento iniciou nos anos setenta com Suspíria. Ainda neste ano de 2007, após quase duas décadas e meia, o diretor italiano vai finalizar a terceira parte com Mother of Tears, um dos filmes mais aguardados. A trama em Mansão do Inferno, mais uma vez, é muito simples e com personagens superficiais. Trata de uma jovem escritora que vive num antigo prédio em Nova York. Mas após ler um livro escrito por um arquiteto que diz ter construído as residências de três bruxas, vários acontecimentos misteriosos começam atormentá-la e várias situações indicam que aquele velho edifício onde vive, é uma dessas “casas de bruxas” construídas pelo tal arquiteto. É interessante o estilo que Argento desenvolve em seus filmes em nunca se aprofundar demais nos personagens, pois isso cede espaço para que o diretor possa criar reviravoltas interessantes e matar personagens que até certo ponto, pareciam protagonistas, além de realizar com mais intensidade seu virtuoso exercício de direção abusando da violência gráfica e do experimentalismo, principalmente em alguns elementos básicos como enquadramentos, cores berrantes e o som atmosférico como é caso de Mansão do Inferno, um essencial exemplar da filmografia do diretor.por ronald
É interessante como nas mãos de Dario Argento, um filme com a premissa tão básica, torna-se tão singular. Já houve um desgaste em histórias onde um homem normal testemunha um assassinato e investiga o crime por conta própria. Inclusive, o próprio Argento abusa dessa história em vários trabalhos, como em seu primeiro filme, O Pássaro de Plumas de Cristal, por exemplo, e aqui, repete a mesma fórmula.por ronald
O diretor italiano Dario Argento foi um dos principais idealizadores do Giallo, subgênero do suspense onde assassinos misteriosos com suas luvas pretas atacam mulheres indefesas com objetos cortantes e pontiagudos. Suspiria é primeiro trabalho de horror do diretor que não se enquandra no gênero citado acima, e talvez seja seu melhor filme.Por Ronald
Filme de estréia da carreira do diretor Dário Argento e a primeira parte de uma trilogia onde sempre há um nome de animal no título. Os outros são O Gato de Nove Caudas (71) e Quatro Moscas no Veludo Cinza (71). Repleto de citações a Hitchcock, O Pássaro das Plumas de Cristal conta a história do escritor americano que acaba sendo testemunha ocular de um assassinato de uma mulher por uma pessoa misteriosa. Como a policia não ajuda muito no caso, os crimes vão acontecendo um atrás do outro enquanto o escritor tenta investigar o crime por conta própria.
Quarto longa de Brant, Crime Delicado é um projeto conjunto do diretor e do protagonista da fita, Marco Ricca. Desta vez, Brant não seduz o espectador com uma trama ágil e policialesca, entregando, em vez disso, uma obra com ritmo mais lento, que pede para ser assistida ao invés de se impor como uma crônica pitoresca da violência na linha dos anteriores (e excelentes) Os Matadores, Ação Entre Amigos e O Invasor. Na trama, um crítico teatral culto e bem articulado (Ricca, mostrando por que é um dos melhores atores de sua geração), mas emocionalmente obtuso, se envolve com uma jovem que, ironicamente, não se enquadra em seus obsessivos parâmetros de estética e perfeição. É o início de um pesadelo moral, culminado em uma acusação de estupro e na lenta degradação psíquica do personagem.
Episódio 1 – Incident on and of a Mountain Road