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10 de maio de 2006


Hoje, o diretor de Seven - Os Sete Pecados Capitais (1995) e Clube da Luta (1999), David Fincher, comemora seus 44 anos de vida. O diretor ainda possui em seu currículo Alien³ (1992), Vidas em Jogo (1997) e O Quarto do Panico (2001). Ainda este ano, Fincher pretende lançar seu novo filme, Zodiac (2006), com Jake Gyllenhaal e Robert Downey Jr.

30 de abril de 2006


Hoje, o maior gênio do cinema na atualidade, Lars Von Trier, completa 50 anos de vida!

Top Lars Von Trier:

1. Dançando no Escuro (2000)

2. Ondas do Destino (1996)
3. Dogville (2003)
4. Europa (1991)
5. Os Idiotas (1998)
5. Manderlay (2005)
6. O Elemento do Crime (1984)
7. Medea (1989)

16 de março de 2006

David Cronenberg


Ontem, dia 15 de março, o diretor Canadense David Cronenberg aniversariou e completou 63 anos de uma vida de recheada de bizarrices cinematográficas. Calafrios (1975), Rabid (1977) e Filhos do Medo (1979) fizeram de David Cronenberg um cineasta cult entre os admiradores dos filmes de Horror e Ficção Científica. Mas foi em Scanners (1981), Videodrome (1983) e A Hora da Zona Morta (1983) que ele conseguiu popularidade sem comprometer o enfoque característico de seus filmes. Já na refilmagem do clássico A Mosca (1986), foi notável pela sua compaixão com os personagens e o tema. Em Gêmeos – Mórbida Semelhança (1988) mostrou sua profundidade como roteirista, sendo escolhido tanto para adaptar quanto para dirigir o “infilmável” livro, O Almoço Nu, de William Burroughs, no seu Mistérios e Paixões (1991). Dramas humanos com características bizarras e mórbidas como M Butterfly (1993) e Crash – Estranhos Prazeres (1996) demonstraram a segurança de Cronenberg em recriar atmosferas densas em situações dramáticas. Em eXistenZ (1999) Cronenberg volta à ficção cientifica sem perder o vigor e em Spider (2002) realiza um incrível suspense psicológico. Em 2005 nos presenteou com seu ultimo trabalho lançado, Marcas da Violência, um violento drama familiar e um dos melhores filmes de sua carreira.

Dos filmes que eu vi, segue um Top Cronenberguiano:

Mistérios e Paixões
Crash - Estranhos Prazeres
Marcas da Violência
A Mosca 1/2
Videodrome 1/2
Calafrios
eXistenZ
Spider
Por Ronald Perrone

7 de março de 2006

Os Três Enterros de Melquiades Estrada | Stanley Kubrick


Sete anos já se passaram desde a morte de Stanley Kubrick, um dos maiores gênios do cinema, autor de verdadeiras obras primas como 2001 - Uma Odisséia no Espaço e Laranja Mecânica.

The Three Burials of Melquiades Estrada



USA, 2005. DE Tommy Lee Jones. COM Tommy Lee Jones, Barry Pepper, Julio Cedillo. 121 min. Europa Corp. DRAMA.


Tommy Lee Jones até que se sai bem dando uma de diretor no bom The Three Burials of Melquiades Estrada. Mas se sai melhor ainda como ator de seu próprio filme. Não foi a toa que recebeu o prêmio de melhor ator no festival de Cannes do ano passado.

Melquiades Estrada é um mexicano que entra nos Estados Unidos ilegalmente e começa a trabalhar como vaqueiro juntamente com Pete Perkins (Jones), um homem aparentemente duro, mas que possui fortes sentimentos guardados que se abrem com a chegada de Melquiades. Dali surge uma forte amizade entre os dois que nem mesmo a morte pode separar. O filme ainda conta com a competente presença de Barry Pepper no papel de um guarda de fronteira violento e nojentão.

O roteiro, também premiado em Cannes, de Guillermo Arriaga (21 Gramas e Amores Brutos) segue a mesma linha dos filmes que o deixaram famoso. A ordem cronológica dos fatos é embolada na primeira metade do filme para confundir um pouco a cabeça do espectador e aumentar o suspense da trama que contém personagens interessantes e construídos de forma exemplar, além de elementos “Peckinpanianos” como a violência e a tangencia do Western moderno visto em filmes como Tragam-me a Cabeça de Alfredo Garcia (74).

The Three Burials of Melquiades Estrada é o primeiro trabalho de Jones como diretor. Uma direção segura que exige momentos de agilidade devido ao roteiro e excelente utilização do cenário desértico do Texas e do México filmado com um realismo bizarro, porém com uma câmera que capta momentos e situações poéticas. Portanto, ponto para Tommy L. Jones!
Por Ronald Perrone

20 de fevereiro de 2006

Capote, Sob o Domínio do Medo e Sam Peckinpah



Hoje seria a vez do rei da violência no cinema, Sam Peckinpah, completar 81 anos de vida, mas infelizmente, o rapaz partiu dessa para uma melhor (ou pior) em 1984. E como hoje é dia de crítica, e nóis num somo besta nem nada, segue abaixo a resenha de um dos seus melhores filmes, junto de um indicado ao Oscar.



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Capote

e 1/2

EUA, 2005. DE Bennett Miller. COM Philip Seymour Hoffman, Catharine Keener, Clifton Collins Jr., Chris Cooper, Bruce Greenwood. 98 min. Columbia DRAMA

Meses antes de Capote estrear nos Estados Unidos, o burburinho era alto como num buteco carioca em plena sexta-feira de verão. Alto. Bastante alto. Críticos especiais, convidados por pessoas mais especiais ainda, pregavam a palavra de ordem em relação à obrigatória indicação de Philip Seymour Hoffman ao Oscar. Quando o longa finalmente estreou, não houve quem dissesse o contrário. Tirando algumas raras associações de resenhistas, Hoffman e seu retrato intenso do escritor Truman Capote eram cartas certas nos baralhos das premiações.

Assisti à trama no conforto do meu lar, e devo dizer: o estreante Bennett Miller soube focar bem a trama do filme e capturar todas as facetas polêmicas e geniais de seu retratado. E isso se deve ao fato de Capote não ser a biografia completa do autor, mas a captura dele duraente a realização e pesquisa de À Sangue Frio, livro que cimentou o conceito de literatura jornalística nos Estados Unidos.

A fita não é hermética como se esperava. Quem nunca leu a obra de Capote pode digerir com facilidade a história do escritor que sai de Nova York para uma pequena cidade do Kansas para investigar a morte de toda uma família de classe mpedia alta – sempre acompanhado de Harper Lee (Keener), antes da fama de To Kill a Mockingbird. Na verdade, a investigação não é sobre quem foram os culpados (dois jovens capturados poucas horas depois), e sim acerca de quem eram os culpados e suas vítimas. Nessa caminhada, conhecemos um pouco sobre Truman, que se vê em um dos assassinos (“É como se tivéssemos crescido na mesma casa. E um dia ele saiu pela porta dos fundos e eu saí pela frente.”) e sua pesquisa se torna cada vez mais complexa e aparentementem pessoal. Há flashes do escritor meticuloso, do sujeito arrogante, do investigador objetivo, do homosexual histérico e do palestrante cativante. Não é qualquer ator que conseguiria capturar tamanhos extremos. Mas Philip Seymour Hoffman não é um ator qualquer. Nem Capote diria o contrário.
Por Felipe Mappa


Sob o Domínio do Medo



Straw Dogs, EUA/ING, 191. DE Sam Peckinpah. COM Dustin Hoffman, Susan George, Peter Vaughan. 118 min. Europa SUSPENSE

A incursão de Sam Peckinpah ao território do suspense, gerou um dos filmes mais sufocantes e surpreendentes do gênero. O roteiro enxuto de David Zelag Goodman e do próprio Peckinpah (baseado em um livro de Gordon Williams), constitui de uma estrutura narrativa lenta, mostrando a convivência do casal David e Amy. Dustin Hoffman, que vive David, é um matemático americano que resolve se mudar para a Inglaterra com sua esposa (Amy, Susan George), que é inglesa. Nesse novo local, uma casa de fazenda aparentemente tranqüila, David pretende escrever um livro e resolve reformar a garagem da casa. Logo no início, somos apresentados a alguns personagens e descobrimos até a existência de um sujeito que foi namorado de Amy no passado. Tomamos conhecimento também, de uma história secular (porem de grande importância para o entrecho) de um deficiente mental que se envolve com uma garota cujo pai jurou de morte o pobre idiota se ele se aproximasse dela.

Para trabalhar na reforma da sua garagem, David contrata um bando de preguiçosos que passam a invadir a privacidade do casal. Entre eles, ninguém menos que o ex-namorado de Amy. A situação sai totalmente de controle quando o bando consegue convencer David a sair de casa e os vagabundos têm total liberdade para entrar na casa e se aproveitar de Amy. A convivência do casal torna-se difícil (apesar da ignorância de David, pois Amy não conta o ocorrido). A incomunicabilidade é constante de ambos os lados. David cada vez mais se dedica somente ao seu trabalho e Amy acaba ficando de lado. Tudo isso é mostrado com muita calma pelas câmeras de Peckinpah, preparando o terreno para o que está por vir. Para que o choque seja maior.

Durante uma festa na igreja da cidade, o idiota deficiente mental sai com a garota proibida pelo pai. Essa sua aventura é o motivo que cria tragédias atrás de tragédias. Ao saber que o pai da garota o está procurando, o pobre idiota (só consigo chamá-lo assim) foge e acaba atropelado por David. Este o leva para casa e quando se dá conta, está totalmente cercado pelo pai e todo aquele bando de vagabundos (inclusive os homens que estupraram sua esposa) querendo que lhe entregue o idiota. David, sua mulher, e o idiota atropelado ficam sozinhos confinados em sua fazenda pelo cerco de mal feitores sedentos de sangue.

Deste ponto em diante, o filme se resume em uma só palavra: tensão. Peckinpah cria uma atmosfera claustrofóbica enquanto Dustin Hoffman defende sua casa com todos os recursos que possui contra a invasão. Esqueçam a lentidão narrativa do filme. Peckinpah, numa elogiável direção, impressiona o público com a violência sangrenta e selvagem bem ao estilo que ele próprio criou. Claro que o filme foi proibido durante muitos anos pelo governo britânico, porque é, indiscutivelmente, a obra mais forte e densa de Sam Peckinpah. Uma belezura!
Por Ronald Perrone

Aniversário de Robert Altman


Esse velhinho aí é o diretor Robert Altman e hoje ele completa 81 anos em plena atividade. Haja saúde!

12 de fevereiro de 2006

Aniversário de Darren Aronofsky


Só para constar, o diretor Darren Aronofski, uma das últimas grandes revelações do cinema americano, completa hoje 37 anos. O diretor de PI (1998) e Réquiem para um Sonho (2000) vai estar lançando seu novo filme, The Fountain, este ano (após longos 6 anos de espera), uma ficção científica estrelada por Hugh "Wolverine" Jackman - que interpreta três papéis - e Rachel Weisz.

6 de fevereiro de 2006

Aniversário de Truffaut



Hoje, um dos ícones do cinema francês, François Truffaut, estaria comemorando 74 anos de idade. Infelizmente, um tumor no cérebro tirou-lhe a vida em 1984. Mas nos deixou de herança uma filmografia repleta de filmes notáveis.

4 de fevereiro de 2006

Aniversário de George A. Romero


Não poderia deixar de comentar que hoje é o dia em que se comemora o aniversário de 66 anos do grande mestre do horror americano, George A. Romero.