Mostrando postagens com marcador Masters of Horror. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Masters of Horror. Mostrar todas as postagens

25 de novembro de 2006

The V World

Masters of Horror - Segunda Temporada - Episódio 03: The V World, de Ernest R. Dickerson



Simplesmente a maior bobagem. Primeira decepção de fato dessa segunda temporada. Da mesma forma que consegue ser o mais violento dos episódios vistos até esse momento, The V World é péssimo em todos os sentidos do início ao fim. O roteiro não possui qualquer motivação para que as situações realmente aconteçam. Tudo é jogado de qualquer jeito na frente das câmeras. Parece que Mick Garris (criador da série e roteirista desse episódio) não conseguia resolver como colocar dois jovens, à noite, numa casa que serve de necrotério e desenvolver um novo conceito para o vampirismo e escreveu uma história cachorra que não convence nem a minha avó. Mais esburacado que queijo suíço e diálogos pífios, algumas situações chegam a dar raiva, como a cena que Justin (Branden Nadon) tenta ligar para o 911 para socorrer o amigo ferido, e outras milhares de cenas terríveis. A direção de Ernest R. Dickerson até que tenta fazer algo competente, mas é um desperdício. Ele cria uma atmosfera de suspense para uma historinha que não vale a pena o esforço. Também as cenas de violência gráfica, muito bem realizadas pelo diretor, demonstrando um talento que poderia ter sido utilizado em outro episódio com um entrecho mais elaborado. Na minha opinião, esse roteiro poderia ter ido pro lixo para o bem da série Mestres do Horror.

Por Ronald

16 de novembro de 2006

Family

Masters of Horror - Segunda temporada - Episódio 02: Family, de John Landis



John Landis é sempre interessante porque ele consegue trafegar nos limites do horror e do humor, duas áreas bem distintas, sem perder a qualidade em nenhuma delas, como em sua obra prima Um Lobisomem Americano em Londres (1981). Family, seu episódio na segunda temporada da série Mestres do Horror começa mostrando um ambiente agradável, uma vizinhança tranqüila, com pessoas felizes e aparentemente satisfeitas com a vidinha pacata que levam. A câmera vai traçando seu trajeto, mostrando tudo de maneira bem humorada até que entramos na casa de Harold pelo olho mágico da porta (a edição é ótima) e de cara nos deparamos com os hábitos bizarros desse personagem que se esconde por trás de um homem de meia idade aparentemente normal. A chegada de um casal jovem na vizinhança começa a perturbar a cabeça de Harold o que torna seus hábitos bizarros, um tanto arriscado.

O filme todo trata de ideologia. Os três personagens centrais demonstram o que na verdade não são, tanto que a revelação final acaba surpreendendo, mesmo que não seja tão impactante. Na verdade, Landis falha exatamente nesse ponto. Na decisão de poupar o publico do impacto de cenas com violência gráfica, o filme acaba se enfraquecendo mediante a esperança de algo que alimente a vontade de sangue dos fãs do gore, do horror, etc. Não que o filme seja uma decepção, é divertido e até possui algumas cenas esporádicas da boa e velha violência, de forma sutil, e até muito bem feita, mas a decepção surge porque Landis dirigiu Deer Woman, um dos melhores episódios da primeira temporada, e acho que todos os fãs esperavam um pouquinho mais. A cena final nas mãos de Takashi Miike já seria antológica. E quem conhece sabe o que estou dizendo.

Por Ronald

13 de novembro de 2006

The Damned Thing

Masters of Horror - Segunda temporada - Episódio 01: The Damned Thing, de Tobe hooper



A série Mestres do Horror foi lançada ano passado nos Estados Unidos com a finalidade de juntar os grandes nomes do cinema de terror (na maioria, americanos) e realizar filmes de uma hora de duração com o extremo do terror. John Carpenter, Joe Dante, John Landis, Dario Argento, Larry Cohen, Takashi Miike são alguns exemplos de como a série estava bem servida em alguns episódios, apesar de vários bem fraquinhos. É o caso de Tobe Hooper, diretor do clássico O Massacre de Serra Elétrica. Hooper fez o terceiro episódio da série na primeira temporada, entretanto, não se saiu bem, mas teve a oportunidade de abrir a segunda temporada, e dessa vez, acertou em cheio.

Não que The Damned Thing seja algo sensacional, mas é o melhor trabalho de Hooper em uns quinze anos. Possui algumas falhas habituais de filmes com essa duração: superficialidade nos diálogos e personagens mal construídos, e atores amadores sem qualquer afinidade para atuação, a não ser Ted Raimi, no papel de um padre bizarro, o melhor personagem do filme. Mas Hooper consegue, até certo ponto, obter resultados realistas em situações adjacentes à trama principal. Além de apresentar um show de horror com cenas violentas, gráficas, repletas de muito sangue no nível dos melhores episódios da primeira temporada.

Agora é esperar para ver o segundo episódio, Family, de John Landis, que dirigiu um dos melhores episódios da primeira temporada, Deer Woman. E já que eu não fiz ainda, coloco em ordem qualitativa os treze episódios da primeira temporada. E que viva o horror!



1. Episódio 13 - Imprint – Takashi Miike

2. Episódio 08 - Cigarette Burns – John Carpenter
3. Episódio 07 - Deer Woman – John Landis
4. Episódio 04 - Jenifer – Dario Argento
5. Episódio 06 - Homecoming – Joe Dante

6. Episódio 02 - H.P. Lovecraft's Dreams in the Witch-House – Stuart Gordon
7. Episódio 05 – Chocolate – Mick Garris
8. Episódio 03 – Dance of the Dead – Tobe Hooper
9. Episódio 09 – The Fair-Haired Child – Willian Malone
10. Episódio 11 – Pick me Up – Larry Cohen
11. Episódio 01 – Incident On and Off a Montain Road – Don Coscarelli
12. Episódio 12 – Heackles Tale – John McNaughton
13. Episódio 10 – Sick Girl – Lucky McKee

Por Ronald

20 de abril de 2006

Masters of Horror

Um pouco mais da série Masters of Horror...



Episódio 5 – Chocolate
½

Episódio interessante com um argumento simpático até certo ponto, sobre um sujeito, interpretado por Henry Thomas, que inicia um relacionamento psíquico com uma mulher que ele não sabe absolutamente nada, nem quem seja nem onde está. Porém acaba se apaixonando por ela. Henry Thomas interpreta muito bem o seu papel e cativa com o personagem construído por Mick Garris baseado em um conto que ele mesmo escreveu. Além disso, Garris é o diretor do episódio e o criador da série Masters of Horror. Mesmo com o final fraco, Chocolate consegue ter seus bons momentos.

Episódio 6 – Homecoming
½

Joe Dante dá uma nova visão aos filmes de Zumbis. Aqui eles não voltam à vida querendo apenas cérebros. Os Zumbis de Homecoming são soldados mortos na Guerra do Golfo e retornam para votar na eleição presidencial. É uma forma que Dante achou pra fazer um episódio crítico/político. Ainda que os elementos não sejam apropriados, Dante faz um excelente trabalho e não deixa o episódio cair na caricatura. Homecoming é um dos episodio mais impressionantes, com uma ótima estrutura, bons atores e diversão do inicio ao fim no melhor estilo Zumbis.

Episódio 7 – Deer Woman
½

No seu episódio, John Landis conseguiu fazer o que sempre soube fazer, mas não realizava há muito tempo. Um episódio que prende a atenção tanto pelo horror quanto pelo humor. No melhor estilo policial que investiga cadáveres pra chegar ao assassino, um policial se envolve em uma perigosa lenda urbana. Landis explora cada lado da moeda pra contar sua história. Bastante violência e sangue mixada às altas sacadas engraçadas. Com uma excelente direção, bons efeitos e uma atriz brasileira no elenco, Landis acabou fazendo um dos melhores episódios da série.

Episódio 8 – Cigarette Burns



Pra saber mais detalhes, é só dar uma conferida nos arquivos do mês de fevereiro.
Por Ronald

23 de fevereiro de 2006

Crime Delicado e Masters Of Horror

Crime Delicado



Brasil, 2005. DE Beto Brant. COM Marco Ricca, Lílian Taublib, Felipe Ehrenberg, Maria Manoella. 87 min. Downtown. DRAMA.

Quarto longa de Brant, Crime Delicado é um projeto conjunto do diretor e do protagonista da fita, Marco Ricca. Desta vez, Brant não seduz o espectador com uma trama ágil e policialesca, entregando, em vez disso, uma obra com ritmo mais lento, que pede para ser assistida ao invés de se impor como uma crônica pitoresca da violência na linha dos anteriores (e excelentes) Os Matadores, Ação Entre Amigos e O Invasor. Na trama, um crítico teatral culto e bem articulado (Ricca, mostrando por que é um dos melhores atores de sua geração), mas emocionalmente obtuso, se envolve com uma jovem que, ironicamente, não se enquadra em seus obsessivos parâmetros de estética e perfeição. É o início de um pesadelo moral, culminado em uma acusação de estupro e na lenta degradação psíquica do personagem.

Tem textura de “filme de arte”, mas carrega uma mensagem suficientemente forte para estimular o debate e desnudar preconceitos arraigados que habitam o inconsciente de todos nós.
Por Felipe Mappa

Masters of Horror

Episódio 1 – Incident on and of a Mountain Road



Com aproximadamente 60 min de duração para o desenvolvimento de uma trama, alguns episódios começam com tensão a toda velocidade e com objetividade. Incident on and of a Mountain Road, dirigido por Don Coscarelli, é assim. E é justamente esse o motivo que decepciona. A história é muito boa, mas a narrativa em flashbacks ao invés de criar expectativas para o final, deixou a história com um tom meloso quebrando o ritmo de tensão que deveria ter no fim do episódio intercalando imagens de tranqüilidade que deveriam ser do começo.

Episódio 2 – Dream’s in the Witch House



Não tem aquelas velhas histórias de bruxa e casas assombradas que já não nos assustam mais? Então, o segundo episódio da série Masters of Horror dá uma renovada no assunto e até consegue dar bons sustos, envolvendo uma bruxa e um rato com cabeça humana. É difícil dissertar sobre a história sem estragar as surpresas, mas o que dá pra ressaltar é que conta com um estudante que aluga um quarto numa mansão misteriosa onde quase todos os habitantes possuem aspectos e maneiras bizarras e acaba se envolvendo em uma misteriosa trama. O diretor desta vez é Stuart Gordon, que faz uma mistura interessante com o horror puro e sanguinário com um incrível suspense psicológico.

Episódio 3 – Dance of the Dead

1/2

Até onde eu conheço, o ultimo trabalho legal de Tobe Hooper foi o clássico do terror, O Massacre da Serra Elétrica. Mas em Dance of the Dead, Hooper demonstra uma segurança naquilo que faz e consegue criar uma atmosfera interessante para narrar o seu episódio. Num futuro apocalíptico, uma jovem ingênua conhece um rapaz “barra pesada” criando uma estranha relação entre os dois. O filme conta com a presença sempre competente de Robert 'Freddy Kruger' Englung. A edição é bacana e possui umas imagens distorcidas que às vezes dão uma sensação de desconforto. É um episódio fraco para a série, não chega a ser empolgante e tem seus momentos falhos e desnecessários, mas não chega a decepcionar.

Episódio 4 – Jennifer

1/2

Este é o episódio do consagrado diretor italiano Dario Argento, um nome de peso entre os mestres do horror mundial. Isso prova que estamos bem servidos da série Masters of Horror. Jennifer é uma moça muito boazinha. É educada e um pouco tímida. Talvez seja por isso que o policial Frank quis adotá-la após salvar sua vida. Mesmo depois de ver o rosto deformado de Jennifer, Frank fica obcecado por ela (já que, beleza não é tudo). Porém, tudo começa piorar quando Frank descobre os hábitos alimentares da moça. Gatos e criancinhas não são pratos que Frank estava acostumado a digerir. Dario Argento dirige como um mestre seus atores e arranca de Steven Weber (Frank) uma atuação excelente. Ao final uma situação de hipérbole de violência e morte em um dos mais intrigantes episódios da série.
Por Ronald Perrone

9 de fevereiro de 2006

Cigarette Burns e Thumbsucker

Masters of Horror - Episódio 08 - Cigarette Burns



EUA, 2005. DE John Carpenter. COM Norman Reedus, Udo Kier. 60 min. IDT Entertainment. TERROR.

Cigarette Burns é o episódio número 08 da série Masters of Horror, lançado por um canal americano e que contém, realmente, vários mestres do Horror mundial, como Dario Argento, Joe Dante, John Carpenter, Takashi Miike, entre outros. Cigarette Burns tem seu lado ruim e seu lado bom. O lado ruim é que foi o primeiro que eu assisti, quando eu queria, na verdade, assistir na seqüência certinha. Mas como eu sei que vai demorar um bocado pra série passar no Brasil ou ser lançado em DVD por aqui, resolvi baixar pela internet tudo de uma só vez. O primeiro a chegar foi justamente Cigarette Burns e como não agüentei esperar (e não há ordem seqüencial alguma na série) acabei vendo na hora que chegou. Entretanto, o lado bom é que o filme é excelente. O diretor John Carpenter, inspiradíssimo, dá o tratamento adequado à atmosfera de suspense que o entrecho pressupõe. O argumento do episódio trata de um jovem especializado em encontrar filmes raros que é contratado por um milionário colecionador para achar uma cópia de um filme chamado Le Fin Abolute du Monde. O filme era famoso pelo submundo cinéfilo por ter causado várias atrocidades entre o publico na sua única apresentação. Cigarette Burns já tem a vantagem de ter um ótimo roteiro (que acaba nos fazendo refletetir sobre a nossa condição de cinéfilos) e Carpenter nos presenteia com cenas dignas de antologias. Nota-se também uma produção muito bem especializada com maquiagens e efeitos visuais realistas e chocantes. Enfim, Cigarette Burns é uma das melhores coisas que Carpenter realizou nos últimos anos e espero que os próximos filmes da série tenham a mesma qualidade que essa pequena obra prima.
Por Ronald Perrone


Thumbsucker

e 1/2

EUA, 2005. DE Mike Mills. COM Lou Pucci, Tilda Swinton, Vincent D'Onofrio, Vince Vaughn, Keanu Reeves. 96 min. Columbia. Drama.

Se Impulsividade (o amaciado título em português) não descreve a verdadeira alma deste filme, a tradução do título original não faria mais bonito. Thumbsucker, ou melhor O Chupador de Dedos, faria tanto sucesso quanto uma loja de aquecedores no Deserto do Atacama. Seria mais fiel, entretanto. Lou Pucci (grande vencedor do Urso de Prata do Festival de Berlin e um nome a ser anotado para megaproduções em busca de autoridade indie) brilha como o garoto que tem a bizzarra mania de chupar o dedão como forma de aliviar suas tensões. Ao ser hipnotizado por um dentista hippie (Reeves, revivendo os dias de Bill & Ted) o moleque troca o vício pelas dezenas de atrações da juventude, começando pelo sexo, passando pelas drogas e terminando no desejo profissional em ser o melhor. Uma delicada crítica à passividade da juventude americana, a omissão dos pais e ao sistema educacional na criação de seus adultos.
Por Felipe Mappa