
26 de janeiro de 2011
Oscar 2011

25 de fevereiro de 2008
24 de fevereiro de 2007
Especial Oscar 2007.

Letters From Iwo Jima, EUA, 2006. DE Clint Eastwood. COM Ken Watanabe, Kazunari Ninomiya, Tsuyoshi Ohara, Ryo Kase. 140 min. Warner. DRAMA.
Little Miss Sunshine, EUA, 2006. DE Jonathan Dayton e Valerie Faris. COM Abigail Breslin, Greg Kinnear, Alan Arkin, Toni Collette, Steve Carell, Paul Dano. 101 min. FOX. COMÉDIA.
Alternando o drama melancólico à cenas de humor negro, sempre relacionados às dificuldades de seus personagens, Pequena Miss Sunshine flui perfeitamente ao som da bela trilha sonora, excelentes atores e a direção que envolve o publico de forma sedutora, emocionando, divertindo e tocando em questões importantes da vida, como a união familiar. Impossível não se identificar.
A Rainha
The Queen, Inglaterra/França/Itália, 2006. DE Stephen Frears. COM Helen Morren, Michael Sheen, James Cromwell. 97 min. Europa. DRAMA.
Talvez o mais inusitado de todos os indicados, A Rainha surgiu aos poucos (ovacionada no Festival de Veneza, estreou no Reino Unido e, só depois foi percebida pelos críticos americanos) e chega ao Oscar com forte pinta de estraga-festa. O que não deixa de ser extraordinário se levarmos em conta que a obra de Stephen Frears é um retrato íntimo da família real britânica nas semanas que sucederam à morte da ex-princesa de Gales, Diana. Cortesia do diretor de fotografia, o brasileiro Affonso Beato.
Os Infiltrados
The Departed, EUA, 2006. DE Martin Scorsese. COM Leo DiCaprio, Jack Nicholson, Matt Damon, Mark Wahlberg, Alec Baldwin. 152 min. Warner. POLICIAL.
Talvez esse seja o ano de Scorsese. Os Infiltrados é o melhor trabalho do diretor em muitos anos e conseguiu reunir um elenco de classe numa frenética trama policial baseado em Conflitos Internos, filme de Hong Kong. Simples, mas muito bem pensado, com um elenco super afiado (Nicholson e Di Caprio estão fenomenais), um roteiro bem escrito com muitas situações envolventes, e uma trilha sonora arrebatadora causou um grade efeito nos fãs do cineasta.
por ronald
Babel
Babel, França/USA/México, 2006. DE Alejandro Gonzáles Iñárritu. COM Brad Pitt, Cate Blanched, Mohamed Akhzam, Peter Wight. 142 min. Paramount. DRAMA.
Dos indicados a melhor filme, Babel é o que possui a proposta mais séria, apesar de ser bastante irregular. Mas é um bom filme e demonstra mais uma vez o talento de Alejandro Gonzáles Iñarritu em filmar dramas humanos em situações extremas. Mas o que incomoda é que Iñarritu e o roteirista Guillermo Arriaga repetem pela terceira vez a mesma fórmula. De certa forma, funciona e conta com momentos e situações criativas, porém parecem cada vez mais óbvias de maneira geral, perdendo aquele tesão que Amores Brutos (00) proporcionou, por exemplo.
6 de março de 2006
Crash
Crash – No Limite
Crash, USA, 2004. DE Paul Haggis. COM Karina Arroyave, Dato Bakhtadze, Sandra Bullock, Don Cheadle, Matt Dillon, Brendan Fraser, Terrence Howard, Ryan Phillippe. 113 min. Bull's Eye Entertainment. DRAMA.
Eu particularmente fiquei surpreso com a vitória de Crash, o filme do estreante diretor Paul Haggis, porém, já conhecido por ter escrito o roteiro de Menina de Ouro de Clint Eastwood, batendo na cara o favoritismo de O Segredo de Brokeback Mountain (que era o meu favorito), do diretor Ang Lee, que levou o prêmio de melhor diretor no Oscar 2006.Em Crash – No Limite, o foco principal é o racismo. Não um determinado tipo de racismo, mas um racismo generalizado entre todas as raças e etnias. O roteiro, também escrito por Heggis, utiliza-se de uma estrutura não muito original, que é a utilização de vários personagens em situações diferentes ou não, e que acabam se entrelaçando nestas situações. Teve seu ápice na década de 90 com filmes como Short Cuts de Robert Altman e o seu melhor representante até hoje, Magnólia, de Paul Thomas Anderson. Em contrapartida, filmes que possuem essa estrutura narrativa podem ser criativos de acordo com a imaginação do roteirista mesmo que seja uma estrutura batida, como é o caso de Crash. O diretor consegue criar situações interessantes e ambienta-las em atmosferas realistas dando o clímax necessário para que os acontecimentos funcionem. Haggis tem ainda a sua disposição um ótimo elenco contando com Don Cheadle, Matt Dillon, Sandra Bullock, Brendan Fraser e muitos outros.
Entretanto, como a maioria dos filmes americanos, gera em determinados momentos de Crash um sentimentalismo forçado com a utilização de trilhas sonoras melancólicas forçando o espectador a cair em lágrimas, coisas de Hollywood. Porém, esse problema não tira o brilho do filme e aos poucos notamos o surgimento de novos diretores que deixam de lado estes artifícios Hollywoodianos; Graças ao belíssimo e bem trabalhado roteiro de Haggis, Crash é um filme que está acima da média de muitos dramas lançados nos Estados Unidos nos últimos anos.
PS: Texto publicado anteriormente no antigo blog do Cine Art e republicado agora pela vitória de Melhor filme no Oscar 2006.
