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4 de março de 2007

O Massacre da Serra Elétrica



The Texas Chain Saw Massacre, EUA, 1974. DE Tobe Hooper. COM Marilyn Burns, Allen Danziger, Gunnar Hansen. 83 min. Flashstar. TERROR.

O Massacre da Serra Elétrica é um marco do cinema no subgênero horror rural e conta a história de cinco que jovens nas estradas do Texas a caminho de Dallas, para ver um show da banda de Rock Lynyrd Skynyrd. Mas no caminho, cruzam com uma família de canibais famintos acabando de vez com a viagem numa noite alucinante do melhor que há nos filmes de horror com muito sangue e violência. O filme apresenta um dos personagens mais bizarros e assustadores do cinema, Leatherface, o grandalhão que estraçalha suas vítimas com a serra elétrica, diretamente inspirado no famoso serial killer americano Ed Gein, que usava uma máscara feita de pele humana. Com o passar dos anos, O Massacre da Serra Elétrica atingiu o status de filme cult, influenciando uma penca de trash movies na década de setenta e oitenta e até alguns filmes do atual cinema de horror.

por ronald



O Massacre da Serra Elétrica 2



The Texas Chain Saw Massacre 2, EUA, 1986. DE Tobe Hooper. COM Dennis Hopper, Caroline Williams, Bill Johnson. 89 min. Flashstar. TERROR.

Já a continuação do clássico O Massacre da Serra Elétrica é uma furada. O diretor Tobe Hooper deixa a seriedade do primeiro filme de lado e transforma (não sei se por vontade própria ou incompetência mesmo) seus personagens em bobalhões (pelo poster ao lado percebe-se) e situações com um tom cômico acabando com a reputação da série e de Leatherface, que, de um assustador serial killer, passa a um palhaço dançarino de axé. Nem mesmo Dennis Hopper salva, sua presença no filme não chega a ser caricata, na verdade, é constrangedora. O filme conta a história de um policial (Hopper)que busca vingança pela morte do seu irmão cometido pela família de loucos canibais. Além disso, há uma disc jokey que procura ajudar nas investigações. O roteiro chega ao absurdo de fazer Leatherface se apaixonar pela moça dando ao filme ainda mais o ar de angustia que vinha dando, mas não pelo medo e o horror, o teor que o filme deveria dar, mas sim pela frustração de uma continuação desnecessária e ridícula.

por ronald

23 de fevereiro de 2006

Crime Delicado e Masters Of Horror

Crime Delicado



Brasil, 2005. DE Beto Brant. COM Marco Ricca, Lílian Taublib, Felipe Ehrenberg, Maria Manoella. 87 min. Downtown. DRAMA.

Quarto longa de Brant, Crime Delicado é um projeto conjunto do diretor e do protagonista da fita, Marco Ricca. Desta vez, Brant não seduz o espectador com uma trama ágil e policialesca, entregando, em vez disso, uma obra com ritmo mais lento, que pede para ser assistida ao invés de se impor como uma crônica pitoresca da violência na linha dos anteriores (e excelentes) Os Matadores, Ação Entre Amigos e O Invasor. Na trama, um crítico teatral culto e bem articulado (Ricca, mostrando por que é um dos melhores atores de sua geração), mas emocionalmente obtuso, se envolve com uma jovem que, ironicamente, não se enquadra em seus obsessivos parâmetros de estética e perfeição. É o início de um pesadelo moral, culminado em uma acusação de estupro e na lenta degradação psíquica do personagem.

Tem textura de “filme de arte”, mas carrega uma mensagem suficientemente forte para estimular o debate e desnudar preconceitos arraigados que habitam o inconsciente de todos nós.
Por Felipe Mappa

Masters of Horror

Episódio 1 – Incident on and of a Mountain Road



Com aproximadamente 60 min de duração para o desenvolvimento de uma trama, alguns episódios começam com tensão a toda velocidade e com objetividade. Incident on and of a Mountain Road, dirigido por Don Coscarelli, é assim. E é justamente esse o motivo que decepciona. A história é muito boa, mas a narrativa em flashbacks ao invés de criar expectativas para o final, deixou a história com um tom meloso quebrando o ritmo de tensão que deveria ter no fim do episódio intercalando imagens de tranqüilidade que deveriam ser do começo.

Episódio 2 – Dream’s in the Witch House



Não tem aquelas velhas histórias de bruxa e casas assombradas que já não nos assustam mais? Então, o segundo episódio da série Masters of Horror dá uma renovada no assunto e até consegue dar bons sustos, envolvendo uma bruxa e um rato com cabeça humana. É difícil dissertar sobre a história sem estragar as surpresas, mas o que dá pra ressaltar é que conta com um estudante que aluga um quarto numa mansão misteriosa onde quase todos os habitantes possuem aspectos e maneiras bizarras e acaba se envolvendo em uma misteriosa trama. O diretor desta vez é Stuart Gordon, que faz uma mistura interessante com o horror puro e sanguinário com um incrível suspense psicológico.

Episódio 3 – Dance of the Dead

1/2

Até onde eu conheço, o ultimo trabalho legal de Tobe Hooper foi o clássico do terror, O Massacre da Serra Elétrica. Mas em Dance of the Dead, Hooper demonstra uma segurança naquilo que faz e consegue criar uma atmosfera interessante para narrar o seu episódio. Num futuro apocalíptico, uma jovem ingênua conhece um rapaz “barra pesada” criando uma estranha relação entre os dois. O filme conta com a presença sempre competente de Robert 'Freddy Kruger' Englung. A edição é bacana e possui umas imagens distorcidas que às vezes dão uma sensação de desconforto. É um episódio fraco para a série, não chega a ser empolgante e tem seus momentos falhos e desnecessários, mas não chega a decepcionar.

Episódio 4 – Jennifer

1/2

Este é o episódio do consagrado diretor italiano Dario Argento, um nome de peso entre os mestres do horror mundial. Isso prova que estamos bem servidos da série Masters of Horror. Jennifer é uma moça muito boazinha. É educada e um pouco tímida. Talvez seja por isso que o policial Frank quis adotá-la após salvar sua vida. Mesmo depois de ver o rosto deformado de Jennifer, Frank fica obcecado por ela (já que, beleza não é tudo). Porém, tudo começa piorar quando Frank descobre os hábitos alimentares da moça. Gatos e criancinhas não são pratos que Frank estava acostumado a digerir. Dario Argento dirige como um mestre seus atores e arranca de Steven Weber (Frank) uma atuação excelente. Ao final uma situação de hipérbole de violência e morte em um dos mais intrigantes episódios da série.
Por Ronald Perrone